HB 153: decresce o número de imigrantes para desespero do colonizador

Nos dez anos que sucederam o negócio com o governo imperial Dr. Blumenau teve uma vida agitadíssima e bastante trabalhosa. Já não eram as dificuldades financeiras que entravavam o progresso do estabelecimento. Era a escassez de imigrantes. E esse problema era muito sério para ele. Passando o domínio das terras para o governo federal, obrigara-se a fazer entrar na colônia um determinado número de novos colonos. Era um compromisso moral seu para corresponder à boa vontade com que o Império aceitara suas propostas. Como minguava, a cada ano, o número de imigrantes, Dr. Blumenau sentia como que o remorso de um logro passado a um governo que lhe fora tão leal e generoso. E seu caráter não admitia sequer pensar nisso.

A escassez de imigrantes era decorrente de uma forte campanha, na Alemanha, contra a emigração para o Brasil. As intrigas recrudesciam, junto ao governo e junto à imprensa, cada vez mais astuciosas e mais perversas. As dificuldades, nesse sentido, só aumentavam. Até o antigo cônsul J. Sturz tinha papel ativo nas detratações em marcha. Talvez em conseqüência da sua dispensa no cargo ajudava aos inimigos do Império que tanto o havia honrado com sua confiança e tantos benefícios lhe concedera. Tornou-se um dos mais acirrados propagandistas das infâmias que se propalavam contra o Brasil e os brasileiros. Tantas e tão contundentes chegaram a ser essas infâmias que o governo alemão acabou por proibir, terminantemente, a emigração para terras brasileiras. E isso levou o diretor da colônia a novos entendimentos com o governo imperial, visando a uma campanha mais eficiente, uma ação mais ousada para solução do problema.

A seguir: Esse estado de coisas leva o Dr. Blumenau à Alemanha.

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