HB 154: o problema imigratório

Com Hermann Wanderbur, o guarda-livros, à frente da direção da colônia, Dr. Blumenau para a Alemanha a dezoito de março de mil oitocentos e sessenta e cinco. Levava poderes especiais para resolver todos os assuntos relacionados com o problema emigratório. Recebera do governo os meios necessários para bem desincumbir-se da tarefa. Uma vez lá o colonizador se multiplicou em toda sorte de providências. Combateu, tenazmente, a guerra de intrigas através das colunas de jornais.
Foi de tal forma convincente que conseguiu confundir os adversários mais audaciosos. Atacou de frente os mal intencionados, demonstrando, com o seu testemunho valioso, o quanto se inventava sobre o assunto. Buscou e conseguiu o testemunho de alemães que haviam estado em Santa Catarina, neutralizando as inverdades que se dizia e se escrevia contra a “província mais linda da América”, segundo declarava abertamente.

Dr. Blumenau fez a propaganda chegar até a casa dos colonos interessados na emigração. Visitava-os, conversava com eles, aconselhava-os e os convencia. Até mesmo junto ao governo da Prússia a sua ação se fez sentir com eficiência. E conseguiu, afinal, centenas de famílias para sua colônia./ Eis que irrompe a Guerra do Paraguai. E a colônia não se furtou aos apelos do governo imperial, que correram os quatro cantos da pátria ameaçada. Mandou, também, para o campo de luta o seu contingente de homens. Eram setenta e sete voluntários, considerado número apreciável em função da quantidade de habitantes da colônia, com destaque para o valor dos seus integrantes. Desses, cinco eram oficiais: o Capitão von Gilsa, o Tenente Odebrecht, os dois alferes von Seckendorf, Sametzki e o alferes-cirurgião Guilherme Friedenreich. Este, aliás, exercia as funções de médico na colônia, embora sua profissão fosse a de veterinário prático.

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *