HB 155: O casamento e a premiação

Embora o teatro de luta não estivesse, senão rara e ligeiramente afastado do território inimigo, bastava saber que o Brasil estava em guerra para que ninguém se animasse e imigrar. Ao mesmo tempo a Prússia estava em guerra com a Áustria. Isso tumultuava o processo e se convertia em mais um dos tantos contratempos enfrentados. O colonizador, entretanto, não se deixava vencer facilmente. Intensificou a propaganda, redobrou os esforços, a tal ponto que os resultados não demoraram a fazer sentir, ainda que não imediatamente. Em mil oitocentos e sessenta e sete – dois anos depois – o número de imigrantes começou a crescer com a vinda de duzentas e vinte e três pessoas. Desse ano em diante a corrente emigratória para a colônia tornou-se constante e em números sempre significativos. Coroava-se de êxito a sua ida à Alemanha e Europa em busca de novos colonos.

Paralelamente às atividades que fora desenvolver na Alemanha, Dr. Blumenau resolveu dar mais um passo decisivo em sua vida. Em abril de mil oitocentos e sessenta e sete, casou-se com Berta Rapsold, filha do fabricante de instrumentos de ótica de Hamburgo, Jorge Rapsold. Estava com quarenta e oito anos e tal fato permitiu o entendimento aos seus biógrafos que, tanto tempo depois, estava curado do desencanto sofrido com seu primeiro amor./ Foi um ano de venturas para o colonizador. Além dos fatos positivos narrados, viu a colônia que fundara, com ousadia e destemor, premiada na Exposição Universal de Paris, amealhando dez mil francos pela conquista do 12º prêmio. Além do prêmio em dinheiro e de uma medalha de ouro para a colônia, foi ele mesmo agraciado pelo governo imperial com a Comenda da Ordem da Rosa. Os dez mil francos do prêmio francês foram empregados em auxílios para a construção prédios para escolas

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