HB 57: Chega o padre José Maria Jacobs

Iniciava-se o mês de setembro de 1876. Chegava a Blumenau aquele que viria consagrar-se como um dos mais carismáticos dirigentes da Igreja Católica na história local: Padre José Maria Jacobs. Vinha como capelão da colônia. Nascido na Alemanha, naturalizado cidadão norte-americano, o Padre Jacobs chegava por uma determinação do Papa em atendimento às gestões do Governo Imperial. Era um reforço ao empenho do Dr. Blumenau, desde que se fora para a Europa o Padre Roemer. Terminava, com sua chegada, os sacrifícios do Vigário de Joinville, Padre Boegershausen, que exercia, a título precário, as funções de cura da colônia.
A Igreja Matriz não estava ainda terminada. Mas isso não impedia que acontecessem nela as missas e demais cerimônias religiosas. Já em dezembro de 1875, em meio a grandes festividades, leilões de prendas, jogos os mais diversos, compatíveis com uma festa de igreja, era consagrada a nave do templo para essas finalidades. Ou o momento foi propício à chegada do Padre Jacobs ou ele soube fazer o ambiente dentro do qual transitou com invulgar desenvoltura. Não apenas os assuntos espirituais ficaram amparados com a sua chegada. Ela representou, também, a presença de um líder carismático com participação nos mais significativos empreendimentos sociais e econômicos, concorrendo de maneira marcante para o crescimento, o progresso e o desenvolvimento da colônia.

Em 1º de setembro de 1877 a diretoria da colônia mudou-se para o prédio construído especialmente para esse fim. Prédio, aliás, que depois de algumas reformas abrigou a “antiga prefeitura” – como é comum dizer-se hoje – e onde funciona atualmente a Fundação Cultural de Blumenau. Antes os negócios da colônia eram administrados em acanhadas salas numa casa particular. Também neste mês, precisamente no dia vinte e três, foi inaugurada a Igreja Evangélica, dedicada ao Espírito Santo, em meio a festividades que marcaram o acontecimento nos anais da colônia.

No próximo capítulo: a instalação da Paróquia de São Paulo Apóstolo.

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Por Vilarino Wolff

Radialista, jornalista, escritor e ator (teatro e cinema). No rádio foi comentarista político e comunitário, animador de auditório, apresentador de programas, noticiarista, narrador, locutor de comerciais e cerimonialista. Como político foi eleito para vários cargos públicos em Lages e Blumenau onde reside atualmente.
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