HB 67: chegou a hora da instalação do município de Blumenau

Finalmente, vencidas as dificuldades todas deixadas pela grande enchente de 1880 e estabelecidos os preparativos para o grande momento, chegou a hora da instalação do município de Blumenau. Em meio a “extraordinárias solenidades e geral alegria em todo o território da antiga colônia”, como registra em seu livro o Professor José Ferreira da Silva, o fato aconteceu a dez de janeiro de 1883. Ao realizar este projeto, o fato está completando cento e vinte e seis anos. Pouco mais de um século. Estamos, por assim dizer, na segunda geração de descendentes dos primeiros imigrantes que transformaram aquela selva inóspita nesta bela cidade admirada no Brasil e além fronteiras.

É preciso conhecimento, boa memória e imaginação privilegiada para percorrer, com o pensamento, os caminhos daqueles heróis. Pode até ser fácil imaginar. Mas é difícil sentir as vicissitudes que acompanharam as famílias que aqui aportaram a partir de 1852. É preciso, sobretudo, lembrar que a região era selva fechada. É necessária sensibilidade privilegiada para vislumbrar o que foi deixar um país como a Alemanha, que já contava com quase mil anos de civilização, para enfrentar clima, mosquitos e outros bichos ameaçadores, selvagens, enchentes e tudo o mais, para instalar aqui uma vida que começava do nada.
 
Pois bem! O ato de instalação da primeira legislatura da Câmara Municipal de Blumenau foi presidido pelo presidente da Câmara de Itajaí, Luís Fortunato Mendes. O Secretário foi Luís Vitorino da Silva. Era grande o número de pessoas de destaque ao acontecimento, além da presença dos vereadores de Itajaí, Olimpio Aniceto da Cunha e Ernesto Augusto Bustamante, que vieram especialmente para esse ato. Empossados os primeiros vereadores eleitos por Blumenau, passaram à escolha do presidente da Câmara. Foi eleito José Henrique Flores Filho, morador do distrito de Gaspar. Para completar o quadro administrativo do novo município, foi nomeado Ave-Lallement para Procurador, Guido von Seckendorf, como Secretário  e Otto Wehmuth para fiscal.

No próximo capítulo: a importância da “kulturverein” na história de Blumenau.

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