HB 77: Hermann Blumenau tenta o caminho dos negócios

Imediatamente Trommsdorff e o novo sócio iniciaram viagens pela Alemanha, Áustria e Suíça. O jovem Blumenau visitava a Inglaterra e França. Com carta de apresentação de Liebig para Thomas Graham – o químico inglês mais notável daquela época – fez-se acompanhar de uma amostra da nova invenção. Thomas Graham viveu de 1804 a 1869. Era professor de Química, primeiro presidente da Sociedade Londrina de Química e membro da “Royal Society”. Era especialista no domínio da pesquisa molecular e atômica. É interessante observar que já, aos vinte e cinco anos, Blumenau desfrutava da elevada consideração dos cientistas de nomeada.

O lado comercial do empreendimento não reagiu conforme o esperado. Os empresários não viram os esforços coroados de êxito. O silêncio a respeito da sua descoberta deixava os pormenores no vazio. Ou não possuía o valor que imaginavam ou teriam sido vítimas do poderio de interesses bem mais amplos. O jovem Blumenau, mesmo, empregou muito dinheiro na empresa e nunca deixou transparecer qualquer arrependimento por isso. De qualquer forma, sua longa permanência em Londres e Paris foi definitiva. Conheceu na capital da Inglaterra o homem que influenciaria, definitivamente, os rumos de sua vida.
 
O cônsul geral brasileiro, J. Sturz, passou ao jovem Blumenau as mais promissoras informações a respeito do Brasil. E isso fez com que o seu interesse pela fábrica de produtos químicos ficasse relegado a plano de menor importância. Daí por diante, idéias e projetos bem mais arrojados – e muito mais amplos – passaram a ocupar toda sua atenção. Fora o encontro da fome com a vontade de comer. Consta que desde 1842, ou seja, desde o primeiro momento de associação com Trommsdorff, já abrigava o anseio por terras distantes e desconhecidas. O encontro com J. Sturz foi a gota que fez transbordar o oceano.
 
No próximo capítulo: colonizar – predestinação, ideal ou negócio de uma vida para Blumenau?

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