HB 78: Hermann Blumenau vai em busca do novo sonho

Os sócios resolveram agredir o mercado. Hermann Trommsdorff e o novo sócio integrado ao grupo, comerciante em Erfurt, se mandaram pela Alemanha, Áustria e Suíça. Hermann Blumenau foi para a Inglaterra e França. Não se sabe muito do resultado dessa viagem quanto ao sucesso dos negócios. Mas sabe-se que foi aí, durante encontro do jovem Blumenau com o cônsul geral brasileiro J. Sturz, em Londres, que a sua vida mudaria de rumo, completamente. O interesse pela fábrica de produtos químicos já era. Cedeu lugar a idéias e planos bem mais amplos que viriam a ser, definitivamente, a razão de viver daquele jovem idealista. 
 
Hermann Blumenau havia lido praticamente tudo quanto à emigração alemã. Prevenira-se, também, quanto a informações sobre colonização. Livros, brochuras, panfletos, escritos avulsos – alguns até polêmicos – editais, recortes de artigos de jornais, tudo fora parar na sua estante, compondo uma coleção invejável. Alguma dúvida de que esse era um indício do seu destino? Se houvesse, ela começou a se dissipar no encontro com J. Sturz. Daí ao conhecimento com Alexandre von Humboldt, em uma visita deste a Erfurt, as coisas aconteceram como se estivessem programadas há muito tempo. 

Nossa história abriga, neste box, a vida do jovem Blumenau. Interrompemos a narrativa sobre a cidade quando atingiu a categoria de município. Voltaremos a ela, mais tarde. Agora, o conhecimento da figura humana do responsável por tudo se faz muito necessário. Todo mundo sabe que foi o Dr. Blumenau. Muita gente conhece, ainda que precariamente, o vulto que fundou a colônia e a conduziu até quando decretado o Município. Não são poucos os que se capacitam para cantar Blumenau em prosa e verso, mercê dos conhecimentos buscados sobre tudo que lhe diz respeito. Mas há uma pergunta que não quer se calar: quem foi o Dr. Blumenau? 

No próximo capítulo: Von Humboldt na trajetória de Hermann Blumenau.

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