HB 82: Blumenau deixa Erfurt

Logo após o seu regresso, Hermann Blumenau rescindiu o compromisso assumido em Erfurt. Deixava a sociedade com Hermann Trommsdorff. Recebeu deste um atestado fazendo constar que Blumenau “havia dirigido todos os trabalhos da fábrica de produtos químicos e conquistado sua inteira confiança, tanto pela operosidade e notáveis conhecimentos técnicos, como por seu exemplar comportamento moral”. Algum tempo depois, em 2 de setembro de 1844, Blumenau matriculou-se no curso de Química da Faculdade de Filosofia de Erlangen. Até hoje fica a pergunta: por que teria decidido por essa atitude?

Pesquisadores de sua vida entenderam que quisesse dar um arremate apropriado à sua formação profissional. Foi conclusão baseada no acontecimento que determinou seu prematuro afastamento do curso ginasial. Tudo indicava que quisesse aplanar o caminho para uma carreira acadêmica na área do naturalismo. Concluiu esse período dos estudos em tempo surpreendentemente curto. Apresentou uma tese sobre os alcalóides e as bases salinas afins em suas relações e correlações gerais. Foi aprovado com louvor e distinção na prova oral e obteve, em 23 e três de março 188846, o grau de Doutor em Filosofia. 

Paralelamente aos estudos, cuidou de elaborar planos relacionados com o Brasil. Em fins de 1845 visitou, provavelmente por recomendação de J. Sturz, o botânico Karl Friedrich von Martius, professor na Universidade de Munique. Celebridade universal, von Martius conhecera muito bem o Brasil e nutria verdadeira idolatria pela flora brasileira, sentimento que transferiu ao jovem idealista colonizador. Uma semana depois da visita de Blumenau, von Martius escreveu a J. Sturz dizendo ter observado naquele jovem uma pessoa assaz animada, senhor de vasto cabedal de conhecimentos e um entusiasta capaz de dar tudo de si em prol da colonização.
 
No próximo capítulo: Blumenau – disse von Martius – era a prova de como J. Sturz sabia despertar o entusiasmo dos outros.

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