HB 85: criar dificuldades seria a asolução

Em seu relatório Hermann Blumenau defendia a criação de dificuldades para a emigração alemã. Segundo ele, representaria uma questão vital para o futuro da Alemanha. Só quando isso fosse bem compreendido – afirmou – é que se poderia contar com a melhora da desoladora situação existente. Ele examina as bases em que deveriam se assentar a emigração e o estabelecimento de colônias. Expõe, textualmente, o seguinte: “entre os emigrantes encontram-se pessoas capazes e honradas, como, também, indivíduos inúteis e mandriões”. Para o bom observador ele começou, aí, a criar créditos para si quando se lançasse na sua grande empreitada.

Dizia mais, no relatório: “Muita gente, que pereceria nas condições acanhadas e mesmo de apertura dominantes na terra natal, converte-se, no estrangeiro, sob o bafejo das circunstâncias, em cidadãos prestantes. A grande massa que prosperar e fazer fortuna, não importa como. A maioria é inteiramente indiferente se seus filhos falarão, mais tarde, inglês ou russo; não deve, entretanto, ser censurada por isso. Por conseguinte, o primeiro cuidado a se observar deve ser o de garantir aos emigrantes, principalmente artesãos e lavradores, a existência física e moral”. Mais tarde, quando administrador da colônia, Blumenau não se afastou um milímetro daquela sua teoria.

Na seqüência do seu arrazoado, percebe-se o quanto havia aprofundado o estudo da questão emigratória. Ouçamos o que diz, ainda: “É preciso obter para eles uma propriedade segura e excelentes oportunidades para a colocação dos seus produtos, e domiciliá-los sob consideração das condições climatéricas, afastados, o quanto possível da zona tropical”. Dito e feito. Quando chegou o momento da escolha, Blumenau conduziu seu empreendimento para esta região a qual, geograficamente, está consagrada dentro da zona temperada.

No próximo capítulo: o relatório do jovem Blumenau foi importante quando, no futuro, teve de buscar alemães para o Brasil.

 

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