Hélio Costa: uma voz amiga da sociedade

A trajetória de êxitos, de carisma e de responsabilidade, que conquistou os catarinenses.

Regis Mallmann

Hélio Costa. Fotos Débora Klempous/ND Fln

“Olá, gente amiga!” O bordão é marca registrada de Hélio Costa, jornalista, comunicador, polemista. Por conta da personalidade profissional, construída ao longo de uma trajetória de êxitos iniciada há 35 anos, ele colhe salvas de palmas ao mesmo tempo em que recebe saraivada de críticas. Graças a essa controvertida mistura de opiniões, ostenta o título de apresentador de telejornal mais lembrado pelos catarinenses, de acordo com a pesquisa Impar, de preferência e afinidade de marcas realizada em parceria pelo Grupo RIC e Ibope Inteligência, divulgada na semana passada.

Hélio Costa no estúdio da Rádio Record SC AM 1470

Repórter que começou cobrindo a área de política, passando para esporte, é hoje uma das estrelas da RIC TV Record em Santa Catarina, batendo ponto diário no rádio, no jornal e na televisão. A pesquisa que entroniza mais uma vez Hélio Costa no topo de lista de pessoas admiradas por seus conterrâneos confirma o que já era sabido desde 2010. Nesse ano, figurou em segundo lugar no ranking de personalidades mais queridas no Estado, em pesquisa Impar, ficando atrás apenas do tenista Gustavo Kuerten.

O sucesso pode ser medido nas ruas. Basta pronunciar seu nome para ouvir deferências carinhosas, elogios ao trabalho, pedidos para interceder por ajuda e até impropérios, muitos impublicáveis. Hélio não é unanimidade entre os colegas jornalistas, principalmente pela linha de cobertura policial que pauta suas atividades.

“Manda um beijão pra ele”, pede Fofa, cozinheira de um pequeno bar-restaurante no centro da Capital. “Brincamos juntos na infância, lá na Coloninha”, conta um taxista, referindo-se aos tempos de criança no bairro continental da cidade onde o apresentador nasceu em três de março de 1954. Já outro taxista não nutre a mesma simpatia pelo ex-vizinho de comunidade, o qual considera ter deixado as raízes pobres no passado.  “Ele agora é rico, esqueceu dos amigos antigos”, critica o jovem.

Para o bem ou para o mal, a imagem é amalgamada por uma rotina de tralho iniciada quando os galos ainda anunciavam o fim da madrugada, à frente do programa na Rádio Record. Para estar pronto tão cedo, o jornalista acorda às cinco horas. Por isso, religiosamente, recolhe-se ao silêncio do quarto às 22 horas, para dormir em média sete horas.

Disposição nota mil

Mesmo que a agenda de compromissos – leia-se apresentação, reportagens de rua, edição dos programas e matérias, reuniões de pautas… – comprometa cada segundo do dia, Hélio Costa parece não cansar nunca. São raríssimas as chances de flagrá-lo cumprindo suas pautas correndo, impaciente ou gritando com colegas. Bem diferente do personagem encarnado à frente dos microfones e câmeras, momentos de levar à cabo um estilo vigorosamente autoral, conduzido pelo tom rouco da fala e um jeito entre austero e irreverente de dar as notícias e analisar a ocorrências mais cabeludas do mundo do crime na região. O formato foi adotado desde o início da caminhada, em 1978, na cobertura de assuntos políticos. “Tive sorte, pois foi uma época importante, marcada pelo retorno ao país do exilados pelo regime militar”, diz.

A realização conquistada junto aos seus

Pai de cinco filhos, dois deles enteados, resultado do primeiro casamento da mulher, Fátima, com quem está há 30 anos, Hélio se considera um homem realizado. Garantiu condições e estrutura para ver toda a prole bem encaminhada na vida. Avô orgulhoso, só lamenta não passar mais tempo com os dois netos, mesmo que a família mantenha costumes de encontros regulares e seja bastante unida.

Os laços familiares foram  motivo para abandonar o universo do jornalismo esportivo, cujos compromissos aos finais de semana o impediam de aproveitar as delícias de ficar em casa com as crianças. “Quando nasceu o meu terceiro filho – Júnior, hoje com 21 anos – resolvi parar com o futebol”, explica. Divisor de águas na carreira, a partir da decisão, Hélio passou a ser presença cotidiana na vida dos catarinenses.

A despeito de opiniões a favor ou contra seu jeito de atuar, o apresentador de programas de larga audiência no rádio e na televisão, tem uma visão bastante pessoal do que é jornalismo. A começar pelo uso da internet como ferramenta. “Precisa sair para a rua”, ensina, afirmando que não recorre à rede em busca dos fatos, preferindo ir até o local das ocorrências. Mantém ainda a prática de fazer rondas pelas principais delegacias da Grande Florianópolis, por acreditar que estão ali boas chances de trazer a público furos de reportagem ou pelo menos detalhes mais precisos e confiáveis.

regis.mallmann@noticiasdodia.com.br | @nd_online | ND Florianópolis, 09/09/2013

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