Hiramisa Serra: 50 Anos de cena

No mesmo ano em que Hiramisa Serra completa 50 anos de carreira, a atriz também se orgulha de comemorar as bodas de ouro com Haroldo Serra. A seguir, a história da normalista que virou atriz de teatro, rádio e televisão. Por Raquel Gonçalves
Na primeira quarta-feira de abril, a primeira dama do teatro cearense, Hiramisa Serra, esperava O POVO para reviver parte dos 71 anos vividos, numa manhã destinada à contação de histórias. Foram duas horas e meia de nostalgia e satisfação. Causos narrados de um banquinho debaixo da árvore e das mesas da chocolateria que administra com sua filha Haromisa. Narrativas que pareciam não ter fim. Em seu discurso, funde a vida com dois elementos que não se distinguem: o teatro e o marido, Haroldo Serra. A comemoração dos 50 anos da carreira da atriz coincide com as bodas de ouro do casal. “Faltando uns três meses para o casamento, estreei. Canção Dentro do Pão. Foi em abril. No dia 19 de junho, casei”, relembra.

Hiramisa, do início ao fim, falou sorrindo. Uma tiarana cabeça impunha os cabelos para traz, deixando o rosto limpo para expressar-se. A mulher cavou na memória suas histórias de menina. Falou do tempo em que vestia a farda graciosa das normalistas e segurava a saia de pregas quando passava pela esquina do vento, na Praça do Ferreira. “Era cheio de rapazola do Liceu, o pessoal da Base. Tinham uns sargentos lindos. Às quatro horas da tarde, a gente passava e era tudo segurando a saia. Outras nem tanto. As mais conservadoras, como eu, tinham o maior cuidado e seguravam. A gente também queria ver os meninos, paquerar e tinha que passar por ali, né?”, conta achando graça.

Mãe de três filhos, dirigiu, ao lado de Haroldo Serra, a Comédia Cearense, trabalhou na produção, figurino e técnica da companhia. Atuou em infantis, dramas e comédias. Ganhou destaque nacional com A Rosa do Lagamar e O Morro do Ouro, ambos do escritor cearense Eduardo Campos. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Ceará e, recentemente, em Estilismo e Moda pela Faculdade Marista. Por dez anos, dirigiu o Theatro José de Alencar, dando continuidade a administração do marido, que também passara o mesmo tempo antes dela.

Leia a entrevista completa: http://www.opovo.com.br/opovo/paginasazuis/869746.html

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