História de Blumenau – 25

O assunto não é muito digestivo para ouvir. Entretanto, a fidelidade à história impõe a necessidade de informar quantos eram e quanto media cada lote distribuído aos colonos. Já vimos a data dessa distribuição: 28 de agosto de 1852, data que o Dr. Blumenau passou a considerar como de efetivo início da colônia e que figurou, até início do Século 20, como a data de fundação da cidade. Só então, por obra do Intendente José Bonifácio da Cunha, a data de fundação de Blumenau começou a ser comemorada em 2 de setembro, quando aqui aportaram os primeiros dezessete imigrantes.

Pois bem! Eram doze lotes e eles foram assim distribuídos: Dr. Fritz Mueller, lote nº 1, com 49,5 hectares, ao preço de 100$000; Augusto Mueller, lote nº 2, com 48,5 hectares, também 100$000; Augusto Hesse, lote nº 5, 35,0 hectares, ao preço de 11$000; Frederico Seiffert, lote 6, 37,5 hectares; Gaspar Huhn, lote 7, 36,0 hectares; João Gebien, lote 8, 39,0 hectares; Christiano Josiger, lote 9, 36,0 hectares; Erhardt, lote 10, 35,75 hectares; Frederico Klinger, lote 11, 33,5 hectares; Carlos Spiess, lote 12, 33,75 hectares; Christiano Hahnemann, lote 13, 33,25 hectares; Eurico Leuthäuser, lote 14, 33,0 hectares. Duas observações: os lotes de número 3 e 4 não aparecem nessa distribuição. E os irmãos Mueller – Fritz e Augusto – pagaram por seus lotes.

Quando da distribuição dos primeiros lotes a população da colônia era de cinqüenta e seis pessoas. Já em fins de 1852, contava com cento e trinta e quatro habitantes. Cinqüenta e três casados e oitenta e um solteiros. Na faixa de um a dez anos eram 33; de onze a vinte e um anos, eram vinte; dos vinte e um aos trinta anos, eram 48; dos 31 aos quarenta, eram dezesseis; dos quarenta e um aos cinqüenta, eram onze pessoas; dos cinqüenta e um aos sessenta eram cinco e apenas um contava sessenta e oito anos de idade. É curioso imaginar hoje o quanto representava o número de moradores na reunião para distribuição dos lotes. Caberiam todos dentro de um desses ônibus articulados que hoje servem ao transporte público de Blumenau.

No próximo capítulo: Blumenau sempre teve arraigada prática religiosa.

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