História de Blumenau – 37

Tudo indica que começou da melhor maneira o segundo período da história de Blumenau. Sob o domínio direto do Governo Imperial, era crescente a confiança dos colonos. Ganhava fôlego a segurança dos negócios para os colonos e garantia a estabilidade do empreendimento. O próprio Dr. Blumenau mostrava-se bem mais entusiasmado e redobrava a coragem com que sempre dosara as suas iniciativas. Dom Pedro II depositava ilimitada confiança no fundador da colônia e, por conta disso, deixava-o agir com toda a liberdade. Nunca lhe faltou com o apoio, amparando sempre suas pretensões e iniciativas.

Para refletir um pouco: o Colégio Pedro II, de tantas glórias no cenário do ensino de Santa Catarina, é uma homenagem com a qual se pretendeu reconhecer atitudes e ações do Imperador. Sua participação pessoal ajudou em muito no sucesso e na grandeza alcançada pelo município ao longo da sua história. Mas retomemos a narrativa! Diretor oficial da colônia, Dr. Blumenau retornou ao seu estabelecimento com ânimo redobrado. Muito entusiasmo transferia-lhe a certeza de que nunca – em momento algum – havia imaginado a possibilidade de administrar a colônia sem os sobressaltos que já lhe haviam feito temer pelo destino dos compatriotas e pelo sonho de uma vida.

Com verbas à disposição, ainda que não fossem fartas, era possível encaminhar as mais urgentes necessidades sem temor ao fracasso. Tantas vezes havia ele enfrentado o pesadelo nos últimos dez anos de luta contínua, destemida e enervante, que agora parecia estar sonhando acordado. A partir daí uma avalanche de iniciativas e determinações fariam com que o empreendimento adquirisse nova feição. Era possível pensar numa estrutura funcional, antes apenas concebida pelo administrador. Poderia nomear pessoal para atividades indispensáveis e fazer crescer o ritmo de desenvolvimento da colônia. Afinal, era o que ele mais sonhava nos últimos tempos e era o que esperava seu amigo, o Imperador Dom Pedro II.

No próximo capítulo: novo fôlego incentiva administrador e colonos a produzir como nunca.

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