História do Rádio AM de Ponta Grossa

A cidade de Ponta Grossa, no Paraná, é um dos principais berços de um sem número de grandes nomes do rádio e da televisão do Brasil. E desde 2006 tem a história do seu rádio AM contada em livro. A publicação é o exemplo do que pode a vontade e a determinação de uma pessoa quando esta se dispõe a partilhar os seus sonhos para juntos construir algo de valor para toda uma comunidade. O livro editado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e impresso na Imprensa Oficial do Estado, é um a bem cuidada resenha da memória e da história do rádio AM desde as primeiras experiências até o surgimento da PRJ-2, Rádio Clube Pontagrossense, em 1938 e daí até os dias atuais.

Do pioneirismo de Manoel Machuca e Abílio Holzmann segue-se uma sucessão de empreendedores, dirigentes, técnicos, produtores, locutores e profissionais de comercialização. Gente que deu corpo e alma a um dos mais importantes segmentos da comunicação representada pelas múltiplas oportunidades que o rádio oferecia e continua oferecendo.

Elias Harmuch, um dos pioneiros e Autor

Entre esses está o Aldo Mikaelli, o autor do livro – que foi o seu primeiro como ele mesmo conta: “devo confessar que nunca havia escrito nada, muito menos um livro de tanta responsabilidade como é este. Mas, quis deixar algo sobre o Rádio de Ponta Grossa, já que nada escrito existia sobre ele”.

No seu desabafo, Aldo conta com detalhes: “A idéia durou um pouco para amadurecer, até que coloquei na minha cabeça o propósito de presentear e homenagear a classe dos radialistas com a história parcial do Rádio de Ponta Grossa. Digo Parcial, porque eu não poderia saber tudo o que aconteceu em todas as emissoras”.

O primeiro passo foi reunir numa festa no Dia Nacional das Comunicações o maior número possível “dos grandes nomes do microfone para darem seus depoimentos, sendo que os mesmos estariam destinados a um futuro Museu da Imagem e do Som da Universidade estadual de Ponta Grossa”.

E assim foi feito. Com a colaboração da Rádio Clube Pontagrossense, os depoimentos foram gravados e uma das cópias foi entregue ao Museu Campos Gerais e a outra ficou como acervo do autor do livro.

Nas suas recordações Aldo conserva a lembrança do trabalho insano desenvolvido na tarefa de garimpar depoimentos, catar fotos e checar confirmações cujos dados não fechavam. E por falar em trabalho, diz ele “que trabalho dá escrever um livro!” E vai em frente: “Ter que buscar, pesquisar, enviar correspondência, telefonar, inclusive fazer interurbanos, datilografar, escanear, digitar e gastar, gastar muito, investir, e ter que sentir, em alguns momentos, a tristeza pela falta de colaboração de muitos companheiros”.

Mas houve também grandes momentos de alegria como no caso de “outro festejado homem da PRJ2, também dos anos 60, que, ao receber uma correspondência enviada ao Tribunal de Contas de Curitiba, ligou-me imediatamente, dizendo da honra que sentia ao fazer parte deste livro”.

Entre momentos de alegria e peripécias inimagináveis, Aldo Mikaelli concluiu sua obra que está a disposição dos leitores em bibliotecas, escolas e museus do estado do Paraná.

40 anos da PRJ2, jan1980, José Berg, Barros Júnior, Newton Martins, Laertes de Freitas, Maria Diniz, Ida e Cíntia Santos, Luiz Fernando, Paulo Roberto, neri Ribeiro, Neilton Stacheski, Carlos Albeerto, Deysi Durski, Anita Moraes, Luiz Frederico, Aldo, Betinha, Marcelo, Luiz Antônio

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