Hoje os ‘coronéis’ andam montados nas ondas VHF da tevê

Eleições | Influência da mídia

Qualquer processo eleitoral concebido nas condições em que o é o processo brasileiro, sofrerá profunda influência midiática. Nos áureos e bicudos tempos em que apenas o rádio chegava aos lares dos ouvintes e não havia a propaganda gratuita como hoje há, a “mídia” não existia para o processo eleitoral e as campanhas eram feitas no corpo a corpo, com muito grande influência dos cabos eleitorais. No máximo, os comícios assumiam a manifestação massiva de convencimento do eleitor.

Acredito que no Nordeste brasileiro muito depois ainda desse tempo antigo, os coronéis rurais continuaram o corpo a corpo para eleger seus candidatos preferidos, coisa que o “Bolsa Família” parece haver modificado: trocou de destino o voto.
Saíram os cabos eleitorais ou coronéis rurais ou de quarteirão e veio a chamada mídia, hoje integrada por rádio, tevê, internet etc. Quem chega mais se torna mais conhecido e leva o voto.

Mas, há um lado obscuro, surdo, dissimulado, que cada dia mais se torna evidente: a manipulação da verdade em favor de A ou B. A mesma mídia safada que condena o fechamento de emissoras adversárias de Chávez, na Venezuela, trabalha diuturnamente em favor do reinado do PT, do mesmo modo que dissimuladamente outros meios atacam a exilada Dilma e se esquecem do exilado Serra.

Isso é muito sério e grave tanto quanto foi o papel dos coronéis do passado. Hoje os coronéis não andam a cavalo que chega à casa dos eleitores, andam montados nas ondas VHF da tevê. Que diferença faz?

Toda a solução reside na capacidade do eleitor livrar-se do “coronel”. Mas, isso parece estar muito longe.

Homero M. Franco. Consultor de Empresas, Jornalista e Radialista há 40 anos, 30 dos quais também dedicados a pesquisa e à documentação do acervo gaúcho sul-americano. Consultor de Empresas, autor de ”Raízes da América Gaúcha”, edição doada ao Grupo de Arte e Cultura “Ilha Lucra”, de Florianópolis, onde foi fundador, patrão e atual patrono.

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