HUMORISTAS SEM TALENTO

De repente chega uma saudade danada do tempo em que o humor nos meios de comunicação era atribuição de humoristas profissionais. No rádio, cinema e televisão vários profissionais desse setor tiveram atuação destacada como, Brandão Filho, Luiz Delfino, Zé Trindade, Ronald Golias, Chico Anísio, Jorge Loredo, e tantos outros.
Por Jamur Júnior

Nos jornais o humor esteve sempre sob a responsabilidade dos caricaturistas e colunas de humor onde se destacou Sergio Porto como Estanislau Ponte Preta e família. Sua grande criação foi o Festival de Besteira que Assola o País.
Pois é, os tempos mudaram e os humoristas profissionais acabaram perdendo seus espaços nos meios de comunicação. E não perderam para outros mais jovens. Foram substituídos por políticos que, nos programas eleitorais provocam gargalhadas com as besteiras que dizem e as promessas que fazem. Nos jornais constata-se quase que diariamente a presença de algum deles fazendo graça.
Talvez para esses políticos não seja essa a intenção. Mas, o que dizem e as posturas assumidas na maioria das vezes, soam como piada dita por quem não tem talento para tanto. Nem talento nem direito porque, na verdade, a responsabilidade deles é outra. Fazer graça é para humoristas.
Nos últimos dias os jornais registraram sem muito destaque uma declaração que pode disputar o titulo de mais hilariante dos últimos anos. Maluf apareceu nas páginas de jornais, recomendando ao presidente Lula para que monte um ministério com gente honesta. Nem o saudoso Golias seria capaz de uma tirada tão engraçada, não?


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