Imprensa Catarinense: 186 anos de história

O Brasil não é para principiantes, como disse o maestro Tom Jobim. Pelo contrário: entender o que ocorre no país, com suas dimensões continentais, seu povo multi-étnico, suas especificidades econômicas e políticas, seus dramas e suas crises, exige atenção, dedicação, conhecimento, poder de análise e inteligência. E a imprensa é guia essencial do indivíduo nessa jornada em busca da compreensão da realidade que o cerca.

A bem da verdade, é preciso ir além: a imprensa tem papel preponderante não apenas no entendimento da realidade. Ela também é parte vital do tecido social, assumindo papel de esteio do estado democrático e de sustentação de uma sociedade mais justa e igualitária. Em momentos de crise e incertezas, como o atual, esse papel de guardiã das liberdades cresce em importância.O jornalismo catarinense cumpre à perfeição as tarefas que cabem a ele. E faz isso não é de hoje.

O grande Jerônimo Coelho, criador de O Catharinense e pioneiro da imprensa no Estado, deu mostras de retidão, compromisso cívico e responsabilidade com o bem público, sempre buscando a construção de um Estado mais desenvolvido e justo. Não por acaso, sua memória é celebrada ainda hoje, com eventos promovidos pela Associação Catarinense de Imprensa (ACI) em sua terra natal, Laguna, e em Florianópolis, junto ao busto instalado na Praça XV de Novembro, amanhã.Conhecer e celebrar exemplos do passado, como faremos nesses eventos, é o primeiro passo para a compreensão do presente e, principalmente, a projeção do futuro. Porque cabe também à imprensa, muitas vezes a responsável pelo primeiro registro de fatos que serão história, a preservação da memória da sociedade e a valorização de pessoas e acontecimentos que tiveram importância fundamental para a construção da sociedade na qual vivemos. Exemplos, como o de Jerônimo Coelho, que devem inspirar os profissionais do presente e servir de norte para o enfrentamento do que virá.

Futuro que guarda, por certo, muitos desafios e dificuldades. Mas uma coisa é certa: diante da complexidade crescente do mundo, a imprensa seguirá imprescindível.

Por Ademir Arnon, presidente da Associação Catarinense de Imprensa (ACI)

(DC 27/07/2017)

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