Indestrutíveis

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira

Milton – Ethevaldo, qual é a tendência da área de eletrônica que você ainda não comentou após o Consumer Electronics Show?

Ethevaldo – É a dos equipamentos indestrutíveis. Vamos ao tema, que é dos mais interessantes. Antigamente, quando um celular caia no chão de uma altura de um metro era muito grande a chance de você perdê-lo ou ter de pagar um conserto quase tão caro quanto um aparelho novo. De lá para cá, as coisas têm melhorado muito. Mas o ponto frágil ainda é o monitor, ou tela de vidro, em especial no caso de tablets, notebooks ou smartphones. Com a chegada das telas flexíveis, a grande tendência dos aparelhos eletrônicos agora é oferecer dispositivos muito mais resistentes, à prova de quedas, pancadas, campos magnéticos elevados ou calor excessivo.

Milton – Mas essas características já não existiam em alguns equipamentos especiais?

Ethevaldo – É verdade, Milton. Mas, como você disse, apenas em equipamentos destinados ao uso militar, serviços de segurança ou policiais. Ou ainda em empresas de construção, para uso em ambientes hostis, sujeitos a sol, chuva ou umidade excessiva. Uma empresa pioneira nessa área é a Panasonic, que criou o conceito de toughbook, os notebooks robustos, que resistem a maus tratos e a trabalhos especiais aos quais os computadores portáteis comuns não resistiriam.

Milton – Quer dizer que a tendência agora é que todos os notebooks sejam robustos e resistam a maus tratos?

Ethevaldo – A tendência para os próximos anos é exatamente essa, Milton. Não apenas para os notebooks, mas para todos os dispositivos portáteis, como tablets, smartphones, iPods, iPads, iPhones.

Milton – E qual será o futuro desses produtos portáteis?

Ethevaldo – Num horizonte de menos de dez anos, eles se tornarão indestrutíveis, graças ao uso de materiais novos, muito mais duráveis e resistentes, bem como de tecnologias, projetos e desenhos muito mais avançados. Com esses materiais e novas tecnologias, os aparelhos de uso pessoal tornam-se praticamente inquebráveis, indestrutíveis. E num horizonte de dez a 15 anos, Milton, esses dispositivos serão capazes até de consertar suas próprias falhas. Ou seja, fazer autorreparos (self-healing). Como lembrou um pesquisador dessa área: depois de uma queda violenta, não se desespere, apenas espere cinco minutos e o aparelho estará perfeito e funcionando outra vez.

Milton – Até amanhã.

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