Influências: a grande participação do rádio

Na década de 1940, mais ou menos, eram publicadas com frequência nas colunas sociais dos jornais, informações sobre senhoras elegantes que vestiam belos “costumes”.

 I want youEra o tempo da grande influência da língua francesa no Brasil. Um país colonizado por europeus , tinha a França como grande referência em quase tudo. Falar francês, durante muito tempo era comum  entre membros da elite brasileira. No ginásio havia aulas de francês,  inglês e latim.

As mulheres elegantes compravam “ lingerie “, vestiam “tailleur” feito por mãos hábeis de grandes costureiras (homem ainda não atuava nesse setor) e “flanavam” nos salões chá.

A influência francesa durou até a Segunda Guerra Mundial, quando Getúlio Vargas decidiu que o Brasil se aliasse aos Estados Unidos.

Foi o ponto de partida para que a língua inglesa desbancasse a língua francesa na preferência nacional.

O rádio teve grande participação nesse processo, destacando-se o programa A Voz da América, onde surgiram as vozes marcantes e famosas de Gaspar Coelho e Reinaldo Dias Lemes , narrando programas noticiosos e grandes paradas musicais com os principais lançamentos fonográficos da época.

Surgiram o rock e Elvis Presley,  Frank Sinatra empolgou o Brasil, lotando o Estádio do Maracanã. Pelé foi para o Cosmos, ensinar futebol,  que os americanos desenvolveram e hoje participam de todas as Copas do Mundo. O cinema dedicou quilômetros de películas ao Brasil, até que veio a Televisão e a Globo montou estúdio em Nova York, com uma equipe de excelentes jornalistas cobrindo todo o território norte-americano.

Hoje se fala com naturalidade: “aí, brother, delay, stand-up, 30% off”, e muito mais.

Os Estados Unidos avançaram na modernidade conquistando novos espaços, enquanto a Europa ficou ali onde sempre esteve, guardando e protegendo a história da humanidade, como sabe fazer muito bem. Que fique assim, porque – pelo menos por enquanto – não tenho o menor interesse em aprender Mandarim.

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