Internautas ainda são despreparados para o uso de redes sociais

Rede Social possibilita conectar várias pessoas e empresas, que compartilham valores e objetivos comuns. Muito embora um dos princípios da rede seja sua abertura e porosidade, por ser uma ligação social, a conexão fundamental entre as pessoas se dá através da identidade. Os limites das redes não são limites de separação, mas limites de identidade. Não é um limite físico, mas um limite de expectativas, de confiança e lealdade, o qual é permanentemente mantido e renegociado pela rede de comunicações.

MILTON – Ethevaldo, qual é a sua avaliação das redes sociais, tanto com relação aos benefícios quanto aos seus problemas?

ETHEVALDO – Vamos começar pelos benefícios, Milton. As redes sociais vieram para ficar e já trouxeram muitos benefícios à humanidade – na medida em que

• Aproximam e conectam milhões de pessoas,

• permitem a troca de informações e de opiniões e, um fato quase revolucionário:

• e permitem a mobilização de uma nação inteira em poucos dias ou até em poucas horas.

MILTON – E que benefícios trazem elas para a economia?

ETHEVALDO: O maior dos benefícios na área econômica é possibilitar o comércio eletrônico, Milton. E, mesmo antes de decidir por uma compra, o cidadão pode comparar preços em poucos minutos e conhecer a opinião de muitos clientes que já compraram os produtos.

E mais um aspecto essencial: as redes sociais devem ser consideradas sempre em seu contexto maior, com outras forças que atuam simultaneamente na vida das corporações, ao lado da computação em nuvem, da mobilidade e da informação instantânea.

MILTON – E o lado negativo das redes sociais?

ETHEVALDO: O grande problema é que as redes sociais ainda não têm mais que 20 anos, Milton, e a maioria dos internautas ainda é despreparada para sua utilização, não só Brasil, mas em todo o mundo, Milton. Essa maioria, infelizmente, não dispõe dos princípios éticos e da educação democrática responsável pelos maiores atuais das redes sociais.

Estimulados pelo anonimato, muitos usuários degradam a linguagem, disseminam boatos, caluniam, praticam o booling, quando não partem para a pedofilia, para a propaganda política desonesta, a fraude, com physhings e o furto de identidade das pessoas.

Mas quase tudo isso pode ser evitado pela educação do usuário e pela ação crítica e fiscalizadora da própria sociedade.

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