Invisivelmente

Ao mesmo tempo em que Invisivelmente é o nome do novo disco do Aerocirco, a palavra serve também como uma analogia à nossa carreira. Dos primeiros Shows na Lagoa da Conceição aos palcos de alguns dos principais festivais do país foi uma longa caminhada. Um trajetória percorrida para a passo, a partir de Florianópolis – uma das capitais mais culturalmente “invisíveis” do Brasil – até a nossa recente mudança para a cidade de São Paulo. O brado – que esperamos seja retumbante – é dos músicos, compositores, intérpretes, produtores e empresários Maurício Peixoto, Fábio Della, Rafael Lange e Henrique Monteiro, criadores e mantenedores da Banda Aerocirco. E como eles chegaram até aqui neste campo neutro do Instituto Caros Ouvintes?
Ouça trecho da conversa que mantive com George Peixoto – o Picolé da Propague, o artista plástico das mandalas, não tem? – um dos fundadores e conselheiros desta casa e compreenda os motivos que levam os mais promissores talentos desta terra para vicejarem em plagas ainda mais íngremes e inóspitas, mas que sabem diferenciar o joio do trigo.

Do texto de apresentação do CD Aerocirco Invisivelmente:

E um dos motivos dessa mudança (para São Paulo) foi justamente esse álbum. Foi por causa dele que decidimos mudar de ares para que o “Invisivelmente” passe a ser só o nome de um trabalho e não uma condição de quem está à margem do que acontece na cultura de seu próprio país.
 
Não que ninguém nos conhecesse enquanto estávamos em nossa cidade natal. Florianópolis ainda é a base dos fãs da banda. É lá que os shows são mais concorridos, intensos, vívidos e, por que não, mais divertidos. Foi a partir de Floripa que o nome Aerocirco começou a ser falado, de boca em boca, repercutindo em citações, aqui e acolá, em jornais, blogs, revistas e sites ao longo do Brasil. E foi isso que nos permitiu, hoje, tentar alcançar vôos mais altos.
 
Também foi lá que Invisivelmente foi concebido e produzido. Foi no famoso verão da outrora Desterro que as músicas foram trabalhadas, arranjadas e tocadas exaustivamente até atingir a qualidade necessária para figurarem em um disco. E podemos dizer que temos orgulho do que fizemos – do ponto de maturidade que as canções atingiram, com arranjos que as elevam ao invés de as complicar, dinâmicas que inserem emoção à interpretação e letras que podem fazer quem as ouve refletir, ma, acima de tudo, se divertir. Sim, porque para nós nada seria válido se quem está ouvindo a música – seja num show, em casa, no carro, no trabalho ou no iPod – não se sinta melhor, mais leve, menos angustiado e, sobretudo, mais feliz. Com certeza, essas músicas fizeram e fazem isso por nós.

Esperamos que façam também por vocês.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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1 responder
  1. george peixoto says:

    Amigo Antunes: Obrigado pela guarida que deste aos meninos da Banda Aerocirco. Podes estar certo que estás fazendo um bem imenso a nova música popular de Santa Catarina.
    Obrigado de coração, meu irmão.
    Abraço do Peixoto.

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