Irene Boemer, dama do rádio, cronista da cidade

O livro de Gloria Alejandra Guarnizo e Marlene de Fáveri tem uma personagem central que viveu e deu vida ao rádio dos anos 1940 na cidade de Itajaí. Na apresentação o professor e superintendente da Fundação Genésio Miranda Lins, José Roberto Severino, realça a presença de Irene Boemer quando diz: “Este livro retrata um fragmento dessa época, a partir da trajetória de uma mulher dedicada ao rádio. Irene Boemer marcou presença no cenário cultural de Itajaí. Suas viagens, Brasil e mundo afora, eram divididas com os seus amigos ouvintes. Era a própria Irene que ia buscar o sentido do novo e compartilhava com o seu prazer de narrar os acontecimentos”. E conclui o apresentador: “Assim suas experiências e contatos chegavam aos lares da pequena cidade. Alegravam o cotidiano das pessoas. Plantavam sonhos”.

Equipe da Rádio Difusora transmitindo o baile de debutantes da Sociedade Recreativa e Cultural da Vila, 1966. Ao microfone, João Benjamim da Cruz Júnior ao lado de Irene Boemer.


As autoras contam que Irene Boemer “ingressou como secretária nos escritórios da Rádio Difusora, quando surgiu a grande oportunidade de sua vida, que a faria conhecida e respeitada como a Dama do Rádio Itajaiense. Irene lembra o início de sua carreira: “… quando a luzinha para que eu começasse a leitura, eu disse: ‘Alô!’ e comecei a ler o texto. Eu havia sido telefonista e estava acostumada a dizer Alô! Sempre que a luzinha acendia na telefônica. Fiquei com uma vergonha! Mas a partir de então, cada vez que ia apresentar o programa, iniciava com ‘Alô, amigos!’ Aí pegou, ficou assim para o resto da minha vida”.

Ainda sobre a publicação, o professor Severino assinala: “Este livro, publicado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, é um belo texto. Sobre uma bela mulher. É fruto de uma pesquisa que permite ver e ler sobre um outro tempo. Com a competência de uma experiente historiadora, Marlene de Fáveri escreve, junto com Alejandra, mais do que uma história. Nos é dado o privilégio de ler outra possibilidade da escrita da história. Uma escrita que leva em conta as relações de gênero e suas nuanças históricas. Não poderia ser diferente, vindo de duas mulheres com horizontes abertos na vida e para a vida”.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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2 respostas
  1. beto severino says:

    O livro é uma boa pesquisa sobre o Rádio a partir da biografia de Irene.
    A exposição no Museu foi Ótima!
    As pessoas se emocionavam vendo o que haviam ouvido nos tempos aureos do radio.

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