Izabela Soares no vasto mundo da música

“Sempre tive muito apoio de todos na família e morava num bairro cheio de artistas, na época em que comecei, no bairro João Paulo, berço das bandas Dazaranha, Tijuqueira, Maldazaria, Atajuva e Gente da Terra”.

Izabela SoaresA missão de entrevistar a cantora catarinense Izabela Soares acabou se transformando num documento em que a maioria das informações constam do depoimento que ela fez em resposta ao “questionário” que lhe envie e que ela de pronto respondeu.

Izabela Soares, nascida em Florianópolis e que conheci em janeiro de 2014 durante as filmagens de um documentário sobre radioteatro que a cineasta e diretora Claudia Aguiyrre está realizando. Ela estava lá acompanhando outro nome da música popular da Ilha de Santa Catarina, sua avó e fã, Osmarina Monguilhotti, cantora que brilhou nas décadas de 1940/1950 nos programas de auditório da Rádio Guarujá de Florianópolis.

A história musical da família começou muito antes de Izabela nascer: “Além da vó Osmarina e da vó Adolphina (dupla conhecida como Irmãs Cordeiro), meu pai também tocava violão em um grupo nos anos 1970, chamado Patota 4, que tocava em bailes da juventude florianopolitana.  Meu padrinho, irmâo do meu pai, era cantor.   Minha mãe cantava em coral… se não me engano, no coral do Coraçao de Jesus”.

Mas as referencias melódicas, continuam: “Também tenho primos músicos: a Diana Dias, que é cantora de axé; o Gabriel, que é guitarrista; o Marco Aurélio, que é baixista; o Rafael Bastos, que é baterista e tem uma escola de música no centro de Florianópolis; a Rebeca, que é guitarrista gospel;  além das minhas irmãs Gisele e Clarissa. A Gisele fazia backing-vocals na banda Maldazaria e a Clarissa já cantou muito comigo e com outros artistas.  Com ela, fazíamos backing vocal pra muita gente diferente, cantando rock, sertanejo, pagode e MPB”.

No seu rol de parcerias artísticas, além de citar com destaque os músicos Luciano Bilu e Richard Montano, Izabela registra: “Eu conheci essa turma toda quando jogava Capoeira com o Cepacol, que era aluno do Gerry do Dazaranha e é irmão do Lê e do Fabiano Pozinha, que são luthiers de instrumentos de percussão.  Foi em um encontro informal da turma da Capoeira que o Moriel (guitarrista e compositor do Dazaranha) fez o convite a mim e a minha irmã Clarissa pra cantar em um grupo vocal, o Grupo Pássaras.  Dai em diante tudo aconteceu naturalmente.  A gente vai fazendo amigos e conhecendo gente no meio da musica”.

Pedi que relacionasse pessoas que tenham contribuído com mais relevância para o sucesso de sua carreira.

“Acho meio difícil listar as pessoas mais importantes, porque tem muita gente importante na minha trajetória.  Mas não posso esquecer da Dona Mércia, maestrina do Polyphonia Khoros, que foi minha professora de percepção musical na Escola Técnica, antes de tudo começar… Do próprio Moriel… do Jefferson Bittencourt, que viu meu talento para o canto lírico quando eu fiz parte do Coral do Conservatório Musical de Florianópolis, do Márcio Costa e de todos os rapazes da Banda Tijuquera, que foram parceiros de muitas tocatas e de muitos momentos só pelo prazer da música, do Luiz Sebastião que foi um parceiraço durante muitos anos e aos queridos Amaro da Costa e Luiz Teixeira, compositores que sempre pensavam em mim para interpretar suas músicas nos festivais de marchinhas de Carnaval, o que resultou neste CD lindo que é o Tempero Brejeiro”.

Prossegue a cantora Izabela Soares, em seu depoimento: “Neste último ano (2013), produzimos muito – eu, minhas irmãs e minha prima Diana – compondo para o primeiro CD da Diana Dias, que deve sair ainda em 2014.  Concentrei muito minha energia para a composição.  Tanto que saiu a parceria com o Edu Madma em “Brindando o Amor”, reggae que virou tema da Itapema FM neste verão”.

E completa: “2011 foi ano de 1° CD, 2012 foi ano de euforia com o CD, preocupações com a distribuição e com shows de lançamento e 2013 o ano de composições.  2014 vai ser ano de transição.  Estou decidindo ainda se fico no Brasil ou se volto para a França na metade do ano.  Se for pra França, os planos são de muita MPB com meu parceiro de lá, o violonista Renato Velasco.  Se ficar por aqui, vou preparar o 2° CD com uma turma nova e com músicas inéditas”.

E para finalizar: “Sobre a música erudita… tenho vontade de voltar porque acho importante o “treino” do lírico para manter o meu timbre e a potência vocal.  Por isso meus mestres foram, em grande parte, cantores de lírico.  Pra mim é importante fazer aula de canto lírico e conciliar com prática de canto lírico, seja em solo  ou em coral”.

Uma curiosidade final: “Sobre o empresário… nunca tive empresário, mas venho trabalhando com a Paula Borges da Harmônica Produções como mediadora nos meus contratos de shows e redação de projetos”.

E o destaque de uma faixa do CD para eu rodar para o nosso leitor-ouvinte?

Ouça do CD Tempero Brejeiro: SONHA, letra e música de Amaro Costa. Izabela canta acompanhada de Luiz Sebastião (viola de 7 cordas, guitarra semiacústica e baixolão).

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