Jantar com Radialistas vira pandemônio

O médico Amaro Joaquim Alves, ofereceu um jantar aos radialistas de Joinville para comemorar a sua eleição como vereador. A confraternização acabou se transformando num pandemônio. Se arrependimento matasse…
Por Léo Saballa

Além de urologista consagrado, o Doutor Amaro era considerado exímio orador e articulador político. Conhecia a política local como poucos. Falante e atencioso era amigo de quem trabalhava na área da comunicação.
Depois de servir um suculento churrasco à beira da piscina, na sua belíssima casa, o médico apresentou a música ao vivo, para entusiasmo dos radialistas, que bebiam sem qualquer cerimônia. A então repórter da RBS TV, Virginia Gayoso, nutria ódio mortal pelo repórter Ayres Zacarias e se afastava sempre que o desafeto se aproximava.
Quando os músicos iniciaram o repertório romântico de Roberto Carlos o colunista Toninho Neves decidiu botar lenha na fogueira e lançou o desafio: “Zaca, duvido você tirar a Virginia para dançar”. Cheio de pompa, Zacarias parou na frente da repórter e olhando firme nos olhos da repórter fuzilou: “A senhorita me concede a honra desta dança?”. Irritada com a inconveniência, Virginia vociferou: “você não tem espelho em casa, assombração?”.
Zacarias, um negro de 1,98m de altura e pesando mais de 100 quilos, não se deixou abalar. Quase em câmera lenta, sorrindo, pegou a repórter no colo e do local onde se encontrava fez o arremesso humano para dentro da piscina. Houve quem viu uma incrível semelhança à cena do filme King Kong, quando a atriz foi colocada na palma da pata do gigantesco gorila.
Depois disso, a festa se transformou num pandemônio, com muita gente sendo jogada na piscina, inclusive a dona da casa, mulher do médico, com vestido novo e tudo, depois de passar horas no cabeleireiro. Algum tempo depois o jornalista José Gayoso, hoje assessor de imprensa do governador Luiz Henrique, irmão da repórter Virginia, chegou ao local com um arpão que ele raramente usava para pesca submarina. O objetivo era encontrar Zacarias, que aquelas alturas, já estava longe.
Na piscina, com a cor da água bastante alterada, alguns radialistas vestindo apenas cueca, nadavam sem se importar com os chinelos de dedo, sapatos, garrafas e pedaços de churrasco que boiavam ao seu lado. Na sala, a dona da casa era medicada pelo próprio marido, depois de uma crise de nervos.


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Por Léo Saballa

Radialista, publicitário e produtor cultural. Residente em Joinville/SC, atuou em diversas emissoras de rádio em Santa Catarina. Como jornalista, foi editor de Política e de Geral no jornal A Notícia de Joinville, onde é cronista no caderno AN Cidade. Léo tem prestado assessoria de imprensa para entidades filantrópicas.
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