Jorge Coelho: “para compositor não existe escola”

O ser compositor implica em que você tem de se assumir. Nisso tem um pouco de ousadia. O compositor tem que estar com todas antenas ligadas, 24 horas por dia.

Ousado, caprichoso, detalhista e harmonioso. A quantidade de adjetivos poderá espantar o leitor menos acostumado com a sinceridade com que trato os frequentadores deste semanal Ponto de Encontro que temos neste sítio imaginário situado nos jardins do Instituto Caros Ouvintes.

Aprochegue-se caro leitor e abanque-se, pois vou lhe contar um pouco do que tenho aprendido desde que conheci o cidadão Jorge Coelho e suas façanhas de músico, compositor, produtor cultural e escritor.

Na conversa de duas horas que tivemos aqui estão os 36 minutos e 32 segundos que gravamos na casa dele – um apartamento de primeiro andar que tem como fronteira, nada mais nada menos do que o quintal da casa do historiador,  jornalista  e professor Osvaldo Rodrigues Cabral que muita saudade nos deixou.

Do Jorge que conheci trago um breve resumo dos rastros que marcam sua vida profissional e artística.

“Catarinense, natural de Imbituba (a Zimba), Jorge Henrique Coelho Silva começou a tocar violão aos 16 anos, influenciado pela Beatlemania e pelo movimento da Jovem Guarda. Dois anos mais tarde já fazia parte de importantes grupos musicais da região Sul do Estado, onde também teve atuação destacada como compositor em vários festivais. Em 1967, mudou-se para Florianópolis para estudar engenharia”.

“Durante esse período Jorge continuou estudando violão e compondo, influenciado, agora, pela MPB de Tom Jobim, Toquinho, Vinicius, João Bosco, Chico Buarque, João Gilberto, Caetano, Gil e Milton Nascimento. Com três CDs já lançados – Paixão Açoriana, em 1997, Zimba, em 1999 e Farol dos Naufragados, em 2003, as suas apresentações atraem um público selecto e cativo”.

[ Construir Cultura, livro documentário publicado pela Presidência do Governo das Comunidades – Direção Regional – Açores, 2008. Faz parte do livro um CD produzido por Jorge Coelho com 12 músicas, sendo sete sua própria autoria, três em parceria, respectivamente com Hélio Beirão, Maria das Dores Beirão e Dorlin Nunes Júnior e duas de Hélio Beirão]

Áudio 1 – Entrevista. Mini gravadora Sony. Som natural

 

Áudio 2 – Paixão Açoriana. Autoria e interpretação, Jorge Coelho (1º CD)

 

Áudio 3 – Zimba. Autoria e interpretação, Jorge Coelho (2º CD)

 

Áudio 4 – Faróis dos Naufragados. Autoria e interpretação, Jorge Coelho (3º CD)

 

Áudio 5 – Qual a Ilha. Autoria e interpretação, Jorge Coelho (4º CD. Parte do livro-documentário Construir Cultura, editado pelo Governo dos Açores).

 

Música: Momentos de uma gravação…

Em maio de 2007, reuniram-se na Ilha de São Miguel (nos Açores), Jorge Coelho de Santa Catarina, Brasil, Hélio e Maria das Dores Beltrão, naturais da Ilha Terceira e residentes em Napa, Califórnia, Estados Unidos. A sua missão era gravar a produção musical encetada por ocasião da primeira edição do encontro Construir Cultura, fruto da criação de laços e de partilha de experiências nos Açores e entre Comunidades, o violão de Jorge Coelho e o violão e viola da terra de Hélio Beirão, em diálogos de saberes antigos e novos, envoltos pela ternura cálida e serena de Maria das Dores. [ Construir Cultura, 2008 ].

 

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