Jornalistas contam em livro os anos “loucos” do jornal O ESTADO

Histórias lembradas por 58 jornalistas que trabalharam no jornal preenchem as 416 páginas da obra, que será lançada no dia 30 de maio

Capa O Estado 100 anos 2O período considerado memorável e louco, entre 1972 e 1986 do jornal O ESTADO, de Santa Catatina, que este ano completaria o centenário, rendeu um livro de 416 páginas, escrito por 58 jornalistas, a ser lançado no próximo dia 30 de maio, pela Editora Unisul. A obra foi organizada pelos jornalistas Laudelino José Sardá e Mário Medaglia.

O livro, intitulado “Loucos e Memoráveis anos – o centenário do jornal O Estado”, publicação de leitura estimulada pela singularidade de conteúdo e por diferentes estilos de textos jornalísticos, lembra os principais acontecimentos que marcaram parte do período do centenário de O ESTADO, entre 1972 e 1986, a belle époque do jornal. O impresso nasceu em 1915 quando Santa Catarina estava mergulhada na Guerra do Contestado, e em 1986 iniciou-se o processo lento de derrocada.

“São fragmentos riquíssimos de uma história marcada pelo ineditismo, de um jornal ter ajudado a integrar um estado que até meados dos anos 80 não tinha estrada asfaltada que permitisse acesso à sua região Oeste, onde se concentra um dos mais expressivos polos da indústria de alimentos do país”, explicam os organizadores do livro, jornalistas Laudelino José Sardá e Mário Medaglia.

Além das contribuições memoráveis dos 58 jornalistas, o livro lembra as figuras folclóricas que atuaram no apoio logístico do dia a dia da produção do jornal, o último a circular em mais de 80% das cidades catarinenses, além das principais capitais do país.

Sardá, lembra, que o fotógrafo Paulo Dutra, por exemplo, convenceu a direção de redação a publicar uma foto de um disco voador. Depois que a aeronáutica exigiu comprovação – época da ditadura – Dutra resolveu confessar que jogara uma tampa de panela contra o sol e que resultou na simulação do disco voador. “Cada um dos jornalistas lembra fatos e a sua vivência no impresso, como que uma dramaturgia reconstituindo verdadeiras histórias confundidas com ficção”.

Duas pessoas que conquistaram espaço e fama através de O ESTADO ganham artigos especiais: Beto Stodieck, marcado pela irreverência no texto, e Sérgio Bonson, cujas charges incomodaram políticos, principalmente.

O livro “Loucos e Memoráveis anos – o centenário do jornal O Estado” terá edição limitada e será distribuído durante a “Festa dos Dinossauros”, que deverá reunir cerca de 250 jornalistas no salão de festas da Fiesc – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, na noite do próximo sábado, dia 30 de maio.


Os jornalistas que escreveram os tempos memoráveis de O Estado

São os seguintes os profissionais que participam do livro comemorativo do centenário de fundação do jornal “O Estado”,que está sendo lançado esta noite na Fiesc, sob organização de Laudelino José Sardá e Mário Medaglia:

Adelor Lessa, Aldo Grangeiro, Antoninha Santiago, Antunes Severo, Arthur Monteiro, Beth Karam, Cacau Menezes, Carlos de Carvalho Neto, Carlos Stegmann, Cau Cancelier, Celso Vicenzi, Cesar Valente, Deborah Matte, Denise Christians, Fabio Veiga, Fifo Lima, Flavio Sturdze, Francisco Cunha, Gervásio Luz, Imara Stallbaum, Ionice Lorenzoni, José Matusalém Comelli, Jucélia Fernandes, Laudelino José Sardá, Laudelino Santos Neto, Lena Obst, Lourenço Cazarré, Ludmila Souza, Luiz Fernando Bond, Luiz Henrique Tancredo, Luiz Lanzetta, Marco Cezar Nascimento, Marcos A. Bedin, Marcos Heise, Marcílio Medeiros Filho, Marinho Jesus, Mauro Júlio Amorim, Moacir Loth, Moacir Pereira, Moema Costa, Mário Medaglia, Nei Duclós, Nelson Rolim de Moura, Olivete Salmoria, Orestes de Araújo, Osmar Schlindwein, Paulo Brito, Paulo Clóvis Schmitz, Paulo da Costa Ramos, Pedro Evory Schmitt, Pinheiro Neto, Raul Caldas Filho, Raul Sartori, Ricardo Garcia, Rogério Junkes, Saint-Clair Monteiro, Sergio Lopes, Sérgio da Costa Ramos e Ubaldo Cesar Balthazar.

[Por Moacir Pereira, CLICRBS, 30/05/2015]

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