Justo no mínimo?

Há uma frase elaborada e pronunciada por um homem muito sábio: “Quem é fiel no mínimo é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo é também injusto no muito”. Jesus Cristo – Lucas 16:10

Seja no famoso jeitinho brasileiro na Lei de Gérson, ou ainda na Lei de Murphy, muitos se perdem quanto aquilo que é aceitável e honesto ou incorreto e o agir de má fé.

Na Lei de Murphy, “se algo pode dar errado, algo dará errado”.

Na Lei de Gérson, “se algo pode dar errado, não tem problema, pois mesmo que der errado, a gente dá um jeitinho de fazer dar certo”. Daí o famoso “jeitinho brasileiro”.

E por falar em justiça lembrei de um ato de sabedoria do saudoso pai do jornalista e radialista, Mário Motta. O Mário contou que seu pai fazia o seguinte com ele e seu único irmão.

O pai do Mário comprava uma Maria Mole e mandava o irmão do Mário cortá-la ao meio. E aí vinha a lição: O irmão cortava, mas o Mário era o primeiro a escolher com qual parte ficaria. A lição dispensa explicações. Que sabedoria em atos de justiça!

Hoje, a inversão de valores têm levado pessoas a passarem por cima de muitos valores. Valores esses que muitas vezes elas próprias criticam: A falta de honestidade, a imprudência, o agir com má fé. Como praticamente todos nós temos “telhado de vidro”; sejamos sinceros; quem de nós nunca fez algo que se tivesse pensado melhor não teria feito?

Mas em geral as pessoas têm um bom comportamento. Ou será que só o temos quando nos convém?

Há poucos dias conversei com um funcionário de uma conhecida rede de supermercados sobre clientes que agem de maneira indevida. Confesso que prefiro usar a expressão, agem de uma maneira de dar nojo.

Existem pessoas, e não são tão poucas, que vão aos supermercados e procuram exaustivamente por produtos que estejam com a data de validade vencida. Então, com a maior “cara de pau”, ou não, vão até um funcionário e exigem levar o produto ou produtos de graça. Se sentem enganadas. Coitadinhas. Quantos desses reclamam da corrupção no Brasil?

Ouvi vários relatos sobre desvio, roubo de produtos doados a asilos e orfanatos. Roubos praticados por pessoas que trabalham nesses lugares. Mas os que contaram, que presenciaram, têm medo de denunciar, medo de retaliações.

Os famosos “gatos” na corrente elétrica e na água e tantas outras atitudes revelam o que há de pior em muitas pessoas.

As sábias palavras dão o que pensar: “Quem é infiel ou injusto em pequenas coisas é também em grandes coisas. O oposto é verdadeiro, ainda bem; quem é fiel e justo em coisas pequenas também o é em grandes coisas”.

É tempo de pensar nas famosas lições que deixamos para os nossos filhos e os filhos dos outros. Eles serão o futuro de uma geração que segue as leis que lhes convém ou daqueles que mantém a integridade?

O presente tem falado e o futuro o dirá!

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Por Deivison Hoinascki Pereira

Jornalista, barbeiro, acadêmico em Letras Língua Portuguesa pela Faculdade Estácio de Sá, escritor, produtor e apresentador do programa de rádio - Na cadeira do barbeiro. Mantem o blog: http://deivisonnacadeiradobarbeiro.blogspot.com.br/ E colunas nos Jornais Biguaçu Em Foco. Cronista do Portal Caros Ouvintes.
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