Léo César, conciliando carreiras

Nasceu em Joinville (SC), em 18 de abril de 1927. Léo César. Foi com este nome artístico que Leopoldo Schroeder ficou famoso na radiodifusão de Joinville, na década de 1950. Aos 85 anos, completados em 18 de abril de 2012, o senhor de cabelos brancos tem uma memória invejável. Recorda-se de muitos detalhes, dos nomes completos de colegas e amigos e diverte-se ao ver fotos antigas. Foi narrador esportivo nas duas primeiras rádios da cidade: Difusora AM, inaugurada em 1941, e na Colon AM, que iniciou as transmissões em 1958. Natural de Joinville e filho de Max e Frida Schroeder, Léo é casado com Traude, tem duas filhas, a Márcia e a Eliane, que lhe deram quatro netos: Gustavo, Otávio, Juliana e Flora. Quando estava com 21 anos, em 1948, fez um teste para trabalhar como locutor na Difusora AM. Para ele, trabalhar em rádio foi coisa do destino, já que desde os 16 anos era funcionário da Perfumaria Jasmim. Quando ingressou no rádio, estava na madeireira M. Lepper Cia. Ltda. Manteve os dois empregos.

Na Rádio Difusora AM, Léo, que falava muito bem e tinha uma voz inconfundível e vibrante, foi convidado por Jota Gonçalves para narrar os jogos. A estreia e a primeira experiência foram em conjunto, como eram realizadas as transmissões esportivas da época, ao estilo Jorge Cury e Antônio Cordeiro da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Léo e Jota narraram juntos o jogo entre o América e Avaí?. Cada um destacou o time de um lado do campo. Mas, nem tudo foi perfeito, recorda-se Léo. Quando o América fez o primeiro gol, ele, nervoso, se atrapalhou e gaguejou. A vontade foi de levantar e ir embora. Jota, no entanto, o impediu e prosseguiu na narração até Léo se recompor. Depois deste fato, Léo ganhou experiência e ficou tão seguro ao falar ao microfone que trabalhou na locução de programas de auditório. Ao lado de Charles Weber, por exemplo, comandou “Atrações Artísticas”, transmitido aos domingos pela manhã, diretamente do Palácio dos Esportes.

De 1948 até 1960, Léo César foi o narrador esportivo da Rádio Difusora AM, ao lado de Jota Gonçalves em dezenas de transmissões esportivas. Ele também é um dos fundadores da Associação dos Cronistas Esportivos de Joinville (Acej), criada oficialmente em 3 de setembro de 1949.

???Quando a M. Lepper comprou a agência de automóveis Volkswagen, Léo decidiu se dedicar à revenda de automóveis e saiu da emissora. Mas, logo em seguida, Ormir Bezerra, da Rádio Colon AM convidou Léo para ser locutor esportivo. Durante mais oito anos ele voltou a irradiar narrações esportivas. Segundo ele, a equipe esportiva da Colon tinha também os comentaristas Rolando Werner, o Manolo, repórter de pista, e Luiz Gastão de Diniz, o “Jacaré?”, o radioescuta. Quem comandava as narrações era Léo, com muita garra. Afinal, naquela época, não havia nenhum tecnologia favorável. Ao contrário, as transmissões eram via telefone e “dependíamos de um ótimo técnico”. Além disso, o narrador tinha que ter “gogó”, enfatiza Léo, torcedor do Caxias Futebol Clube.

Léo César chegou a se aposentar em 1973. Mas, a convite do ex-colega e amigo Nerval Pereira, ainda trabalhou por mais oito anos como gerente de vendas do jornal A Notícia. Em 2001, Léo foi homenageado pelo Sindicato dos Radialistas de Joinville e Região Norte/Nordeste.

Referências: A Notícia – Jornal diário de 23 de março de 2003. A aventura de levar o bi do Caxias à Torcida, escrita por Edenilson Leandro, Deco. Página 4 | MUSTAFÁ, Izani. Alô, alô, Joinville! Está no ar a Rádio Difusora! A Radiodifusão em Joinville/SC (1941-1961). Joinville: Casamarca Ecodesign, 2009.Notícias do Dia – Jornal diário de 15 de junho de 2009. A voz das jornadas esportivas, escrita por Herculano Vicenzi. Página 9 | Depoimento de Leopoldo Schroeder, o Léo César, em entrevista à jornalista Izani Mustafá, em 19 de maio de 2007.

Enciclopédia do Rádio Esportivo Brasileiro. Página 296.

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *