Liberdade de expressão – O que dizer e o que não falar

Já houve tempos em que se tinha de pensar bem mais antes de abrir a boca.

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Há algumas décadas quem expressasse livremente seus pensamentos podia pagar caro por isso. Hoje a situação mudou. Temos maior liberdade de expressão, porém, mais do que nunca, temos de pensar ainda mais antes de falar. Não é o caso de prisão ou torturas. Mas ainda assim quem nos ouve, se não gostar do que falamos, pode agir de maneira cruel. Quem de nós não conhece pelo menos um caso de alguém que foi tentar apartar uma briga, às vezes nem conhecia os envolvidos e acabou perdendo a vida? No trânsito são cada vez mais comuns os casos de violência. No passado ficava num rápido xingamento e pronto. Hoje o que se acha ofendido pode puxar uma arma e pronto, tragédia.

Como ainda existem pessoas que não aceitam “levar desaforo pra casa”.

Vale à pena defender nossos direitos mesmo correndo os riscos que hoje se apresentam? Ou vale mais ficar quieto e aceitar tudo de errado que nos acontece?

O amigo leitor (a) já deve ter seu ponto de vista bem formado, é uma pessoa inteligente.

Talvez o que vale a pena para todos nós seja refletir mais. Refletir sobre cada situação. O local em que estamos. Na companhia de quem estamos. A pessoa a quem reclamaremos. O modo como reclamamos. Aí tem duas situações: O modo como falamos e o modo como o interlocutor absorve a mensagem. Não podemos ler pensamentos. Então precisamos de autodomínio. Pensar antes de falar e de escrever.

Na comunicação precisamos de um cuidado todo especial. Liberdade de expressão.

Alguns podem entender que liberdade de expressão significa que podemos dizer, falar, escrever, enfim, expressar livremente nossos pensamentos.

Mas não deveria ser assim mesmo? Não necessariamente. Já conhecemos o antigo ditado que diz: “Uma flecha depois de disparada não pode mais ser alcançada, igual a isso são as palavras que saem da nossa boca.” Há também o ditado: “Somos senhores do nosso silêncio e escravos das nossas palavras”. Ou seja, todos nós, e principalmente nós da comunicação, jornalistas, colunistas, radialistas e por aí vai, cuidado, cautela. Há uma certa liberdade, mas conjugada com inquestionável responsabilidade, imparcialidade e respeito. Por outro lado, na condição de leitores, ouvintes e telespectadores, precisamos “abrir a mente”.

Isso quer dizer aumentar e melhorar nosso entendimento e ver se às vezes nós também não somos parciais e preconceituosos. Muitos nem sequer entendem o significado da palavra “discutir” e dizem: “Política, futebol e religião não se discute”. Por quê? Creio que pelo menos um número razoável pensa que discutir é brigar, xingar, ofender a opinião alheia. Não é nada disso. Palavras de sabedoria dizem também: “Tempo para ficar calado e tempo para falar” Eclesiastes 3:7.Bíblia. Seja no trânsito, no trabalho, na escola, com vizinhos, em família, na imprensa; a liberdade de expressão existe sim, mas terá seu preço se não for guiada pela ética, e, também, se chegar a ouvidos “despreparados” para ouvir verdades. A liberdade de expressão tem lá suas “grades”, mesmo que a certa distância.

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