Livrarias desprezam escritores de Santa Catarina

[ Moacir Pereira, ClicRBS, 13/09/2014 ]

Antes de viajar a Porto Alegre par a entrevista com Marina Silva (PSB), passei nas duas principais livrarias de Florianópolis: a Catarinense e a Saraiva. Queria indicações de livros clássicos ou atuais de autores catarinenses. Resposta: não há esses livros para venda.

Nas vitrines, nas mesas e nas estantes, a absoluta predominância de autores estrangeiros, justamente aqueles que os leitores encontram em todos os aeroportos e livrarias dom Brasil.

Antes de voltar a Florianópolis, circulei rapidamente nas livrarias de Porto Alegre. Um espanto a valorização da literatura gaúcha. Na Saraiva do Shopping Praia de Belas, por exemplo, o público tem na entrada principal várias obras de Martha Medeiros. Logo após, inúmeras opções de livros do poeta Mário Quintana, em versões de capa dura, normais ou menores de bolso. E, em destaque, duas enormes prateleiras “Páginas do Rio Grande”, onde se mesclam os clássicos de Érico Veríssimo, Moacyr Scliar, Josué Guimarães, Alberto Juvenal, com os novos Lya Luft, Luiz Fernando Veríssimo, Martha Medeiros etc.

Na livraria do aeroporto Hercílio Luz não há um único livro de autor catarinense. Na livraria Camerom, do aeroporto Salgado Filho, vários gaúchos na vitrine principal. Com outras novidades sobre história do Rio Grande e edições ilustradas sobre “Mercado Público”, “Rua da Praia” etc.

Urge, pois, que o poder público e as entidades culturais se unam para reverter esta triste realidade. Se não estão nas livrarias, ninguém compra. Os jovens não terão acesso. E avança a desinformação sobre a literatura e o desinteresse pela cultura catarinense.

0 respostas

Deixe um comentário

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *