Machos?

Em biologia a palavra – macho – está relacionada a uma espécie de indivíduos que produz o – gameta – célula reprodutora, mas essa palavra assumiu com o tempo outros sentidos.

Desde pequenos ouvimos nossos pais ou vizinhos referindo-se a um animal como, macho ou fêmea.

Talvez nos tempos de colégio tenhamos ouvido e presenciado um tipo de ser chamado ou que se autodenominava – macho. Esse tipo de pessoa, geralmente do sexo masculino era apontado e se afirmava macho por ser considerado ou se considerar o – mais forte da turma ou da escola. Alguns entendiam que ele fosse o mais corajoso. Sendo visto como destemido e pronto a encarar qualquer um e qualquer situação o termo – macho – deve ter se desenvolvido em nossas mentes como algo positivo; uma qualidade a ser admirada.

Como os amigos leitores definiriam um – macho?

Entenda-se, por favor, que na norma culta da língua portuguesa expressões como: convidados, brasileiros, amigos e leitores; enfim, quando as usamos no plural e no masculino isso inclui o sexo feminino. Por mais que haja mulheres que discordem, e têm todo o direito, a forma no masculino é considerada certa. Então, quando o ex presidente José Sarney dizia: “Brasileiros e brasileiras”; ou desconhecia essa regra da língua portuguesa ou apenas queria “fazer um grau” com a população. Mas como diria o “eterno” prefeito de Sucupira, Odorico Paraguaçu: “Vamos botar de lado os entretantos e partir logo pros finalmente”.

Semana passada na Rússia um grupo de brasileiros “machos” induziu uma jovem a repetir as palavras que eles indicaram. Claro que não devo escrever aqui essas palavras. Para quem não leu e nem assistiu não perca o seu importante tempo. Mas, enfim, ela acabou repetindo várias vezes a palavra vagina nos termos vulgares do órgão genital feminino; enquanto os “machos” se divertiam.

Porém, não foram apenas brasileiros que menosprezaram mulheres com atitudes grotescas que não podem ser chamadas de brincadeiras; praticamente todas envolvendo os órgãos genitais. Parece que essa espécie de “macho” está infelizmente se reproduzindo.

Aí temos alguns problemas; entre eles a tendência de generalizar. Homens de verdade não precisam ser chamados de machos, tampouco apoiam ou acham graça em tais atitudes estúpidas. Assim como não se pode confundir uma má ação de um policial com a corporação também não é nada justo comentar que “as mulheres de hoje não se dão ao respeito”. Que há mulheres que não se dão ao respeito é óbvio, o que não se pode fazer é generalizar com o termo – as mulheres, como se fossem todas ou a maioria.

Quem já viu um “macho” enfrentar um homem de verdade? Quem já viu ou soube de um homem de verdade ter batido na mulher? Um homem de verdade mesmo bêbado não vira um “macho”. Mas um “macho” pode se aproveitar da bebida para depois se justificar.

Um “macho” treme na frente de dois ou três policiais; já um homem de verdade continua se comportando como um homem, simplesmente um homem.

Esses que se aproveitam dos argumentos de que estavam alcoolizados ou nervosos para machucar outras pessoas são melhor encaixados na expressão – covardes. Aliás, no trânsito essa espécie parece estar em destaque.

Dentro de um bar qualquer homem fala o que quiser ao “macho” e esse acha graça, mas em casa ele vai expor seu lado “macho” batendo na mulher e nos filhos.

Ações machistas contra mulheres, crianças, idosos e contra outros homens expõe essa raça de covardes; inclusive em meio às torcidas de futebol.

Mas a cautela e a prudência também são importantes para as mulheres. Com sua inteligência e sensibilidade podem descobrir se seus amigos, namorados ou coisa do tipo são homens de verdade ou “machos”. Se forem homens não há o que temer, mas se for “machão”, cuidado. Na primeira oportunidade ele mostrará sua essência e é comum depois dizer que está arrependido, que agiu por impulso. Qualquer um de nós pode agir por impulso, afinal de contas somos humanos imperfeitos. Mas há muita diferença nessa maneira de agir.

Ações machistas ou feministas costumam ir a extremos.

O que fazer? Primeiro, se afastar e depois denunciar. Deixar que esses “machos” se relacionem apenas com outros “machos”, porque entre eles não haverá problemas; afinal de contas eles não passam de covardes e frustrados denominados pela sociedade de – “machos”. Machos?

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