Manual de redação da CBN: para profissionais, aprendizes e caros ouvintes

Criada em 1991, a partir de uma proposta de José Roberto Marinho, a CBN – Central Brasileira de Notícias – completou 20 anos em outubro e lançou seu primeiro manual de redação organizado por sua diretora executiva Mariza Tavares com a proposta de uma abordagem diferente: o livro não apresenta a CBN apenas como rádio, mas como uma plataforma multimídia – e que pretende ampliar cada vez mais seu espaço na internet. Os capítulos do Manual de Redação CBN (Globo Livros – R$ 24,90) vão da estrutura da emissora, com os cargos e as funções desempenhados por seus profissionais, às orientações para as entradas ao vivo e a ancoragem; da elaboração de séries e utilização de trilhas e vinhetas às normas de padronização do texto radiofônico. Dois capítulos são integralmente dedicados à internet: o primeiro, sobre interatividade e mídias sociais; o segundo, sobre edição para o site, incluindo a avaliação dos conteúdos colaborativos de internautas. Questões éticas que envolvem a conduta dos jornalistas também estão contempladas no livro, que traz ainda três anexos com explicações sobre termos jurídicos, políticos e econômicos.

Para Eugênio Bucci, professor da ECA-USP e ESPM e que assina a apresentação, “o manual contém o legado, a história e os valores da CBN. Aqui estão, também, os padrões de desempenho que ela pretende seguir, em atendimento às necessidades e aos direitos de sua audiência. Ao afirmar esses valores, e ao fixar procedimentos obrigatórios, tanto formais como de comportamento, não deixa de ser um ‘contrato’ com todos os ouvintes. Aqui está aquilo que a CBN se compromete a oferecer, com um bom nível de detalhes. Se ela faltar com seus compromissos, o ouvinte poderá reclamar. Não é pouca coisa”. O objetivo do manual, além de servir como referência para seus próprios jornalistas, é mostrar a estudantes, professores e profissionais da área de comunicação – e até a ouvintes e internautas – a engrenagem e os bastidores da CBN. Como escreve Mariza Tavares, na introdução da obra, “o jornalismo da CBN não é imune ao erro, mas busca incessantemente isenção, acurácia, apartidarismo e pluralidade”. (Com informação do site da Globo Livros)

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Por Emílio Cerri

Radialista, jornalista e publicitário. Âncora em rádio e telejornalismo em emissoras de Santa Catarina e Brasília. Como publicitário trabalhou em agências e empresas de Florianópolis, São Paulo, Rio e Brasília. É consultor de comunicação de marketing. Edita vários blogs (inclusive Caros Ouvintes). Palestrante internacional.
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