Maria Alice Barreto

Maria Alice Barreto, nasceu em Florianópolis/SC, num dia 23 de novembro. É autodidata. Desde cedo se dedicou ao teatro onde fez papéis considerados clássicos e também humorísticos. Começou a trabalhar em rádio como radioatriz e locutora na Rádio Guarujá, em 1950.

Transferiu-se em 1955 para a Diário da Manhã. No final do mesmo ano fez concurso para radioatriz nas rádios Nacional e Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Passou nas duas, mas preferiu trabalhar na Rádio Nacional onde permaneceu até 1964. Destacou-se também como dubladora fazendo as vozes de personagens famosos de Walt Disney, como Branca de Neve, A Bela Adormecida e a cachorrinha Prenda no desenho animado dos Dálmatas. Retornou a Florianópolis em 1990 onde vive.
EU SOU DO TEMPO QUE VOCÊ ERA ESCALADO PARA UMA NOVELA PELO SEU VALOR
 
“Eu comecei a trabalhar com 17 anos. Meu primeiro emprego foi na Imprensa Oficial do Estado, depois eu fui convidada a ser secretária na Procuradoria Fiscal. Modéstia às favas, eu era uma excelente datilógrafa”, ri satisfeita a talentosa Maria Alice.
 
Maria Alice faz parte do grupo de mulheres que começou no rádio de Florianópolis, juntamente com Lígia Santos e Cora Nunes. Sobre sua entrada no rádio lembra que à época morava na rua Clemente Rovêre e que o Acy Cabral Teive, que já atuava no serviço de alto-falantes Guarujá, morava um pouco mais acima da casa dela. “Quando eu via que o Acy vinha próximo eu começava a cantar o mais alto que podia para ver se o Acy me descobria, mas ele não me descobriu. Eu tinha um sonho desde menina, eu queria trabalhar em rádio, como locutora, cantora, radioatriz, não importava, eu queria trabalhar em rádio. Um dia eu e mais uma prima fomos ao estúdio que ficava no início da rua Felipe Schmidt, para fazer umas dedicatórias musicais. Aí senti que havia chegado a minha oportunidade”.
 
Na turma da Maria Alice, dois amigos se destacam: Jorge Cherem que já andava de olho no serviço de alto-falantes que estava virando rádio e Gustavo Neves Filho que ensaiava a carreira de novelista escrevendo seus primeiros textos. Era o momento para o ingresso na vida artística para Maria Alice. Ela convenceu os colegas que a levassem a emissora para fazer um teste. Teste de quê, não interessava. O sangue de artista falava mais alto.
 
O teste foi direto no ar, o que aumentou o nervosismo da candidata. “Eu corri, não li, me atrapalhei toda, mas passei no teste. Também, não tinha concorrente”, brinca Maria Alice. O texto fazia parte do primeiro capítulo da novela de Gustavo Neves Filho “Nuvem Negra em Céu Azul”, que foi ao ar em 1948. A estudante Maria Alice Barreto, a partir desse momento passa a dividir seu tempo entre as aulas do segundo grau com os ensaios das novelas e das peças de teatro de que participava. Sua vida de atriz se dividia em trabalhos na linha da comédia e do que ela chama de “teatro sério”. Nessa fase trabalhou com importantes figuras como Waldir Brazil, Sálvio Gonzaga e Eglê Malheiros.
 
“Eu fiz a primeira versão para teatro, no Brasil, do Pinochio. Eu fiz o papel do grilo falante. Depois a peça foi apresentada em outros estados do Brasil, mas o começo foi aqui”. Esse personagem marca o surgimento de uma outra habilidade da versátil Maria Alice – a dubladora que depois foi tentar o rádio no Rio de Janeiro em 1955, aonde chegou ao estrelado como radioatriz e dubladora, inclusive de personagens de Walt Disney como a Branca de Neve, a Bela Adormecia e Prenda, a cachorrinha.

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