Maurício Amorim: ‘Não era prá contar’

“Olha, foi mesmo um parto o lançamento do livro Não era prá conta. Por muito tempo resisti à idéia e as sugestões – principalmente de meu irmão Mauro – de colocar no papel as histórias que eu conhecia, ou tinha vivido”.

EscanearO desabafo é de Maurício Amorim, que estréia a carreira de escritor com o lançamento de um coletânea de crônicas inspiradas em episódios de sua animada e bem vivida trajetória de inveterado conquistador e colecionador de amigos fiéis.

“O grande entrave para realizar essa tarefa (de publicar as crônicas) sempre foi o fato de eu só conhecer, ou ter participado, de coisas que envolviam sacanagem”, confessa Maurício que em seguida alerta: “Por razões óbvias, deverei abusar do uso de pseudônimos e apelidos, pois quando se trata de sacanagem, normalmente existem mulheres envolvidas e há a necessidade primordial de salvaguardar a minha integridade física, em relação aos atuais maridos e namorados que, via de regra, são ciumentos”.

O livro foi lançado pela Editora Insular, em noite de autógrafos, no salão Cristal do Lira Tênis Clube, em Florianópolis, na quarta-feira, 18/12.

Maurício Amorim, filho de Mário e de Maria Amorim, ilhéus do Ribeirão e da Caieira da Barra do Sul, nasceu em 31 de julho de 1941, na cidade de Iraí, no Rio Grande do Sul, onde permaneceu por um dia, até sua mãe ter alta da maternidade local e retornar à morada na terra catarinense.

Mário Amorim, pai de Maurício era Delegado de Polícia e tinha sido transferido, por dever de ofício, de Florianópolis para Itapiranga, no Oeste Catarinense. Como na época não tinha maternidade em Itapiranga, sua mãe teve que cruzar a fronteira para dar à luz em terras Gaúchas. No ano seguinte voltaram a residir em na Capital Catarinense. Maurício tem um irmão, Mauro Júlio Amorim, e dois filhos: Matheus e Rafaella.

Fez os estudos primários no Grupo Escolar Lauro Müller, secundário no Instituto Estadual de Educação e Escola Antonieta de Barros. Depois passou pela Academia de Comércio até Colar Grau de Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Exerceu diversas atividades profissionais desde cartorário e serventuário da Justiça até fazer carreira na Cia. Telefônica (depois Telesc), Celesc, Distribuidora Catarinense de Títulos e Valores Mobiliários, Companhia Catarinense de Crédito, Financiamento e Investimento. No serviço público foi Secretário de Turismo na Prefeitura de Florianópolis, Secretário de Segurança e Informações, Polícia Miliar, Assembleia Legislativa e Procuradoria Geral de Justiça, por onde se aposentou.

Participando diretamente na evolução dos estilos de bem viver da cidade, fundou, participou da fundação ou como dirigente de clubes sociais como Paineiras, Doze de Agosto, Lira Tênis Clube e Boate Capelinha; de blocos carnavalescos como Amanhece Bom Jesus, Lic Gay, Doze x Doze e Ânsia de Vômito, e das confrarias Clube do Galfo e Almoço das Estrelas. Também é responsável pela coordenação gastronômica do Berbigão do Boca e pelos desfiles do bloco de sujos do Lira. Ultimamente tem participado como jurado e comentarista de carnaval nas principais emissoras de rádio e televisão locais e integra a equipe de apresentação do programa semanal Clube do Mané na TV Canal 20 da Net em Florianópolis.

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