Meio Burrinha

Este fato aconteceu com o Paulo Chaves que no início dos anos 2000 assumiu a direção da Rádio Paraná Educativa, no governo Roberto Requião.

Foi lá pelos anos 80. Paulo Chaves, cantor e compositor, autor da música de sucesso “Piá Curitibano”, na época cantava em orquestra e em suas atuações conversava com o público, fazia imitações e divertia a platéia. Sabedor disso, Gilberto Fontoura, que era diretor da Rádio Independência, pediu ao Aldo Malucelli que convidasse Paulo Chaves para uma conversa.

O resultado foi a contratação do cantor e animador para apresentar um programa nas madrugadas da Independência. Tinha o sugestivo nome de Clube das Corujas e era apresentado das 2 às 4 da madrugada. Paulo criou um personagem, o Matraquinha, que ficou famoso.

Quando o locutor Tôni Marcos deixou de atuar, Paulo passou para o horário da tarde num programa do qual os ouvintes participavam por telefone. Paulo os atendia fora do ar, dizia quais as músicas que estavam disponíveis, anotava a escolha e, depois, conversava ao vivo com a pessoa, fazendo de conta que não haviam falado antes. Certa vez, uma jovem ouvinte ligou para pedir uma música. Justo a que ela queria ouvir não estava programada e ela, contrariada, teve que escolher outra. Já no ar, inesperadamente ela se queixou:

– Pois é, vocês não têm a música que eu queria e tive que escolher outra que eu nem gosto.

Chateado, enquanto a música tocava, Paulo Chaves fez um sinal ao operador indicando que desejava falar com ele. Em casos assim, o operador liga o microfone e ouve o que o locutor fala, sem que isso saia no ar. Então, o Paulo disse:

– Escute aqui, quando a ouvinte que ligar for meio burrinha como essa, corte o microfone pra não saírem no ar essas reclamações.

Só que, por uma falha do operador, saiu tudo no ar e, para constrangimento do Paulo Chaves, todo mundo o ouviu chamar a ouvinte de burrinha. Ela inclusive.

O pior foi o medo de que ela ligasse novamente e dissesse coisas piores.

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