Memórias e histórias da propaganda em Santa Catarina

Depois das matérias iniciais da série sobre a História da Propaganda, publicadas nas três últimas semana cabem aqui algumas ressalvas.

As campanhas institucionais da Propaganda da Propague sempre foram marcantes

As campanhas institucionais da Propaganda da Propague sempre foram marcantes

Sem falsa modéstia não sou escritor e muito menos historiador. Sou no máximo um privilegiado “testemunha ocular da história” que se apraz em partilhar lembranças de momentos vividos ou percebidos. Vividos ou percebidos como radialista, jornalista, publicitário, professor e administrador de empresas de comunicação como jornais, rádios, televisões, produtoras, agências de propaganda e assessoria de comunicação desde 1950 até os dias atuais. Sendo os últimos 11 anos como pesquisador voluntário no Instituto Caros Ouvintes.

A rigor, começa aqui e agora uma nova etapa, numa iniciativa pioneira voltada para levantar e tornar disponível de forma universal e sem limites o resultado do que observei, registrei e fiz no campo da comunicação social, em especial na área da propaganda, com a atitude sincera de que este trabalho possa servir de subsídio e estímulo aos estudiosos, pesquisadores, profissionais e empresários.

O espaço está aberto para a comunicação de marketing: propaganda, promoção de vendas, eventos, relações públicas, marketing direto, merchandising e o que mais se assemelhe.

Como começou a propaganda em Santa Catarina?

Se você não tem uma resposta pronta, faça essa pergunta para alguém que possa nos ajudar a respondê-la. Aqui ninguém é dono da verdade. Tudo o que você souber e quiser tornar público poderá ser importante. Pesquise. Busque informações. Envie o resultado de sua pesquisa para [email protected] Vamos publicar todas as contribuições. É um compromisso. Enquanto isso a gente vai partilhando as informações que tem com a distinta plateia.

A primeira a gente não esquece

Formalmente, a história da propaganda em Santa Catarina começa em 1957, em Joinville, com o registro de uma firma (naquela época não se falava empresa) chamada Walro. Era a Agência de Propaganda criada por Waldir Ribeiro, um jovem desenhista técnico e decorador de vitrines, então com 23 anos de idade. A Walro, fez o seu papel construindo as bases do que viria a ser o padrão de relacionamento entre uma agência, os veículos de comunicação e seus clientes. Com todos os encargos dos pioneiros, a Walro construiu uma história de bons serviços durante 20 anos, quando o Waldir Ribeiro, motivado por outros desafios, resolveu vender negócio para a A.S. Propague, que liderava o mercado em Santa Catarina. Como é comum nesse tipo de negócio, o resultado da operação não foi satisfatório. Já naquela  época, como hoje, os anunciantes não se consideravam clientes de uma determinada agência. Eles se entendiam parceiros de um projeto de vida e viam no publicitário um “cúmplice” para os seus sonhos de conquista de ganhos materiais,  de status e de aprovação social. Os clientes foram se distanciando, a operação – tocada de Florianópolis – foi ficando cada vez mais cara e o resultado foi inevitável: o projeto não vingou.

Waldir Ribeiro, foi pioneiro também na criação de alternativas para manter e desenvolver o negócio da propaganda. Ele criou e manteve por bom tempo, uma House Agency que funcionava como uma espécie de “Páginas Amarelas” trazendo ofertas das principais empresas da região norte do estado. Esse jornal, em formato tabloide, era distribuído para os anunciantes da edição e também para um mailing selecionado, além de ser vendido em bancas.

1958 foi a vez da Capital

Agora era a vez de Florianópolis. Outro jovem lança as bases de mais uma empresa de serviços de comunicação em Santa Catarina. Nascia aqui a Walter Linhares Publicidade. (Walter Linhares, paranaense de Curitiba, veio para cá por recomendação médica. Ele tinha sérios problemas de bronquite asmática e os médicos lhe recomendaram o ar puro destas paragens. Paradisíacas, paragens.)

A Walter Linhares Publicidade, depois virou Wali Publicidade, que depois virou Wali Painéis, que ainda se encontra operando no mercado da região da Capital. E o Walter, que também era advogado, passou a atuar no mercado imobiliário, mudou-se para Brasília onde o clima – para o caso dele – ainda era melhor.

Na próxima semana será vez de olharmos o mercado publicitário que vai desde a circulação do primeiro jornal em Santa Catarina, em 1831 até 1956, quando começa este relato.

Este artigo faz parte da série História da Propaganda em SC

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