Meyer Filho

Ernesto Meyer Filho o pintor, desenhista muita gente conhece, mas Meyer também publicou charges no início da carreira no jornal O Estado.

 

Nascido em Itajaí – SC, no dia 04/12/1919. Aos 4 anos mudou-se com a família para Florianópolis, ano de seu primeiro desenho, “Pesca de Tainhas”, que havia assistido na Praia dos Ingleses. Aos 27 anos, quando bancário nacidade de Curitiba, ao visitar uma mostra de artistas franceses, compreendeu que “ser um artista” era, realmente, o que lhe interessava na vida.

Autodidata, aprendeu desenho e história da arte através de livros, exposições, visitações a museus e leituras diversas. No início da década de 50, Meyer Filho se tornou chargista  com publicações no jornal O Estado. Expôs, a partir de 1960 em galerias e museus do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Buenos Aires e Mar Del Plata.

Bacharel em ciências contábeis e funcionário aposentado do Banco do Brasil, participou como ilustrador da Revista Sul e foi um dos fundadores e presidente do Grupo de Artista Plásticos de Florianópolis. Ele também foi responsável pela organização dos dois primeiros salões de Arte de Santa Catarina e da primeira coletiva de artistas catarinenses fora do Estado, em Curitiba.

Meyer Filho faleceu em 22/06/1991, em Florianópolis. Seu universo criativo tem servido como fonte inspiradora para inúmeros trabalhos artísticos em vídeo, fotografia, artes plásticas teatro, musica e dança.

O livro

Um Meyer Filho de várias facetas – algumas bem diferentes do que a maioria do público está acostumado – está apresentado no livro “ABACV, SJEAG, SIZEZ, SOCYO, SNEPA, MABUI E MACAC – Arquivos Implacáveis de Meyer Filho”.

O trabalho é resultado do projeto Conservação e Restauro das Obras em Papel de Meyer Filho, realizado pelo Instituto Meyer Filho. O planejamento se iniciou em 2013. Desde então, dois profissionais de restauro e conservação e quatro bolsistas de museologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) estiveram diariamente no instituto debruçados sobre os desenhos do artista.

Dos 2.560 trabalhos que passaram por etapas de conservação, 606 precisaram de intervenção direta de restauro, por estarem com resquícios do tempo, oxidados ou rasgados. Agora, todo o material, que é datado entre as décadas de 1940 a 1990, foi arquivado de maneira a ser conservado por mais tempo e organizado por períodos.

Uma das capas do livro “Arquivos Implacáveis de Meyer Filho”

No levantamento apresentado no livro, que tem textos da curadora do projeto, Kamilla Nunes, da filhe do artista, Sandra Meyer, e da escritora e crítica de arte brasileira, Verônica Stigger, são apresentados desenhos de Meyer além dos famosos galos. Há trabalhos eróticos, com marcianos, paisagens, charges e ilustrações do início da carreira de Meyer, publicadas em revistas e jornais, todos eles com as digitais de Meyer, que as usava como forma de carimbar ou documentar seu trabalho.

O nome da obra, que é quase impronunciável, são de códigos de correspondência que Meyer decifrou em sete anos dos 30 que foi funcionário do Banco do Brasil.

Memorial Meyer Filho

O lançamento do livro “ABACV, SJEAG, SIZEZ, SOCYO, SNEPA, MABUI E MACAC – Arquivos Implacáveis de Meyer Filho” aconteceu no dia 5 de maio de 2017 junto com a  exposição “Arquivos Implacáveis” com desenhos, charges e manuscritos raros de Meyer Filho que tem visitação até 30 de junho de 2017, de segunda a sexta-feira das 13h às 19h, no Memorial Meyer Filho (Praça XV de Novembro, 180, Centro, Florianópolis).

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