Mico 1

Sempre que há competições internacionais, das quais participam atletas brasileiros, um grande número de nossos conterrâneos segue para os países em que se realizam os eventos. Cada grupo volta com uma porção de histórias divertidas e muitas gafes cometidas.

Um dos fatos que se repetem constantemente é esse de um brasileiro enrolar a língua no idioma do país que visita, tentando conversar com algum desconhecido com quem se encontra casualmente, e depois de algum tempo perceber que está pagando um tremendo mico. Aconteceu com meu amigo, o locutor Léo Pereira.

Na Copa do Mundo de 1986, no México, o Léo integrou a equipe do Lombardi Júnior e participou da cobertura feita para a Rádio Clube Paranaense.

Certo dia ele e alguns colegas seguiram em ônibus destinado à imprensa para assistir a um jogo da Seleção, e o Léo Pereira sentou ao lado de um estranho. Muito comunicativo Léo não demorou a puxar prosa com o desconhecido, num portunhol que dava gosto ouvir.

Depois de muita conversa, os dois num espanhol deplorável, o Léo Pereira achou curioso o jeito do cara falar e perguntou:

– Usted há venido de que ciudad de Mexico?

E o cara respondeu num sotaque bem conhecido:

– Eu sou do Ceará, bichinho!

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