Mídia e sensacionalismo

No dia 4 de novembro, a partir das 19h30, alunos do Curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá Santa Catarina farão um programa radiofônico de debates intitulado “Mídia e sensacionalismo: a guerra pela audiência”.
O programa irá abordar casos que foram ou são explorados de forma intensa e exaustiva pelos meios de comunicação com o objetivo de seduzir o ouvinte, telespectador e leitor. Em destaques estarão os casos Eloá, Isabella Nardoni, Suzana Richthofen e Escola Base. Para discutir o tema serão convidados jornalistas e pessoas ligadas a área policial.
O programa, sob o comando dos alunos da sétima fase, poderá ser acessado pela rádio on-line da faculdade: www.antenaestacio.com.br


Entenda os casos

Eloá

Dia 17 de outubro, em Santo André (SP), o seqüestro da adolescente Eloá Pimentel pelo ex-namorado Lindemberg Alves acabou em tragédia. No desfecho do cárcere, que durou mais de cem horas, Eloá foi baleada na cabeça e morreu e a amiga Nayara Silva levou um tiro na boca, mas sobreviveu.

Isabella Nardoni

No dia 25 de março deste ano, na zona norte de São Paulo, a menina Isabella Nardoni, 5 anos, foi jogada do sexto andar do edifício London. Os principais acusados do crime são Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina.

Desde o crime, o casal nega o assassinato. Eles afirmam que uma terceira pessoa -possivelmente um ladrão ou um desafeto- invadiu o apartamento e matou a menina.

Richthofen

O Caso Richthofen é um processo polêmico que chocou a opinião pública brasileira. Uma das rés, Suzane Louise von Richthofen, foi acusada de ter planejado a morte dos próprios pais, com o auxílio do então namorado Daniel Cravinhos e de seu irmão, Cristian Cravinhos. O júri do caso entendeu que Suzane foi influenciada pelos irmãos, mas que poderia ter resistido e evitado o crime.
O interesse da população pelo caso foi tão grande que a rede TV Justiça cogitou transmitir o julgamento ao vivo. Emissoras de TV, rádios e fotógrafos chegaram até a ser autorizadas a captar e divulgar sons e imagens dos momentos iniciais e finais, mas o parecer definitivo negou a autorização. Cinco mil pessoas inscreveram-se para ocupar um dos oitenta lugares disponíveis na platéia, o que congestionou, durante um dia inteiro, a página do Tribunal de Justiça na internet. Os assassionatos  aconteceram na cidade de São Paulo  na madrugada de 31 de  outubro de 2002.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Richthofen

Escola Base
Em março de 1994, vários órgãos da imprensa publicaram uma série reportagens sobre seis pessoas que estariam envolvidas no abuso sexual de crianças, todas alunas da Escola Base, localizada no bairro da Aclimação, na capital paulista. Os seis acusados eram os donos da escola: Ichshiro Shimada e Maria Aparecida Shimada; os funcionários deles, Maurício e Paula Monteiro de Alvarenga; além de um casal de pais, Saulo da Costa Nunes e Mara Cristina França.
De acordo com as denúncias apresentadas pelos pais, Maurício Alvarenga, que trabalhava como perueiro da escola, levava as crianças, no período de aula, para a casa de Nunes e Mara, onde os abusos eram cometidos e filmados. O delegado Edelcio Lemos, sem verificar a veracidade das denúncias e com base em laudos preliminares, divulgou as informações à imprensa.
A divulgação do caso levou à depredação e saque da escola. Os donos da escola chegaram a ser presos. No entanto, o inquérito policial foi arquivado por falta de provas. Não havia qualquer indício de que a denúncia tivesse fundamento.
Com o arquivamento do inquérito, os donos e funcionários da escola acusados de abusos deram início à batalha jurídica por indenizações. Além da empresa ‘Folha da Manhã’, outros órgãos de imprensa também foram condenados, além do governo do estado de São Paulo.
Fonte: http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/13/286621871.asp

2 respostas
  1. maria says:

    Por que a mídia nunca aprofundou a denúncia que o avô da criança fez no Superpop de ter feito um boletim de ocorrência sobre um telefonema pedindo dinheiro senão algo de ruim aconteceria à família?

  2. Ricardo Medeiros says:

    Uma bela questão foi levantada a respeito do caso de Isabella Nardoni. Alguém se habilita a respondê-la? Se a polícia tinha conhecimento do telefonema aos avós de Isabella- pedindo dinheiro se não algo de ruim aconteceria à menina- a situação é gravíssima.
    Ricardo

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