Migração de AM para FM: agora é que a porca torce o rabo

Agora é Lei. O rádio vai mudar. Foi um sobressalto para muitos pequenos e médios empresários da comunicação. Os maiores até já haviam absorvido a necessidade de um reordenamento no sistema de transmissão das emissoras de rádio.

dilma_1024O que houve? Ontem pela manhã a presidente Dilma assinou o decreto que a partir de 1º de janeiro de 2014 estará autorizada a migração das rádios de ondas médias (AM), de pequeno e médio portes, para a faixa FM.

“O decreto é uma resposta da presidente a um pleito conjunto das entidades regionais (incluída a Acaert) e da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão”,  como disse em reportagem o jornalista Fernando Gaio. E o presidente da Abert, Daniel Slaviero, reforçou: “o declínio da hegemonia do rádio começou com o surgimento da televisão, mas foi intensificado pelo enorme crescimento das interferências e ruídos que prejudicam as transmissões. Esse decreto assinado pela presidente Dilma é o fato mais importante para o rádio nos últimos 50 anos”.

Aqui, a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT – orienta suas associadas a procederem “um amplo estudo de viabilidade da migração da emissora para a faixa FM”. De acordo com a entidade, “o radiodifusor deve levar em conta: a) custos burocráticos para a migração, já que o radiodifusor terá que pagar a diferença da concessão da FM em relação à concessão da AM; b) custos para a troca do transmissor, já que a transmissão em FM exige outros equipamentos; c) perfil de público. O radiodifusor deve fazer uma análise se o seu público ouvinte acompanhará a migração da emissora; d)

compartilhamento nas redes sociais, celulares e tablets. Hoje, não é possível a rádio AM compartilhar sua programação com essas plataformas.

Marco Aurélio Gomes, chefe da assessoria de comunicação da Acaert informa ainda que “a entidade estará atenta às novidades sobre a migração, com o objetivo de orientar suas emissoras associadas para o melhor caminho a ser seguido pelo radiodifusor. A Acaert entende que a migração é, sem dúvida, uma conquista do segmento. No entanto, sugere que o radiodifusor reflita com tranquilidade sobre a conveniência ou não do processo”.

E os outros componentes que compõem o tripé que faz o dia a dia do rádio acontecer – os profissionais da comunicação, os patrocinadores e os ouvintes?

Desses, pouco ou nada se sabe. Dos três, os mais organizados são os anunciantes, que já vêm participando das negociações. Os radialistas, tirando os sindicalizados, pouco ou nada poderão fazer pois que se ancoram na condição de jornalistas.

E os ouvintes, ah! Os ouvintes, que farão os ouvintes? Respostas para [email protected]

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