Ministro diz que Estado deve fazer mídia para a classe C

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou na sexta-feira (27), durante discurso no Fórum Social Temático, que a nova classe média não pode ser deixada “à mercê” dos meios de comunicação. Ele disse ainda que o governo deve “radicalizar” a democracia e investir em comunicação de massa, sem uso de autoritarismo. “Toda essa gente que emerge ficará à mercê da ideologia disseminada pelos meios de comunicação?”, perguntou Carvalho a uma plateia formada por ativistas de esquerda em Porto Alegre. “Aqui, com todo o cuidado, o Estado pode ter uma vertente autoritária. Como fomentar um processo de ampla comunicação de massa que possa ser o palco desse grande debate democrático?”, questionou. Ainda no debate, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusou a mídia de fazer campanha contra políticos “em escala global”. De acordo com Tarso, o objetivo seria “a despolitização e a despartidarização na democracia”.  Com muitas ressalvas, a intenção até parece boa. Mas o grande problema é vencer a histórica incompetência do Estado em fazer mídia em geral. No caso da TV, a exceção é a TV Cultura de São Paulo.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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