Monitor de Mídia: A comunicação no foco do público

2008 chega ao fim como um ano atípico se o assunto é Comunicação ou Jornalismo. Atípico porque esses mercados são bastante acomodados e refratários a mudanças. O ano que termina, no entanto, trouxe novidades para Santa Catarina. (*)

Por aqui, o Grupo RBS deu duas cartadas decisivas para consolidar sua hegemonia no estado. Em fevereiro, acabou com a circulação do jornal ANCapital, que servia a Grande Florianópolis; em abril, enxugou a edição estadual de A Notícia, tornando-o mais um tablóide do grupo. No mercado de radiodifusão, mais mudanças. Ainda em fevereiro, a Rede Independência de Comunicação (RIC) passou a transmitir o sinal da Rede Record, ressuscitando a concorrência local.

Estima-se que esses movimentos apresentem reflexos a médio prazo, inclusive na qualidade dos conteúdos veiculados. É verdade que grande parte do público pouco se preocupa com os bastidores dos meios de comunicação. No entanto, aos poucos, a mídia e seu mundinho vão chamando a atenção do cidadão comum, o que é muito positivo. Afinal, ter livre expressão, comunicação de qualidade, e confiáveis canais de informação são direitos de todos.

Se em 2008, as empresas foram responsáveis pelas maiores mudanças na comunicação catarinense, em 2009, lances jurídicos e institucionais devem movimentar o cenário nacional: o Supremo Tribunal Federal deve julgar a ação que desobriga o porte de diploma para a obtenção de registro profissional de jornalista; uma nova regulamentação da profissão deve ser aprovada; o Ministério da Educação deve tornar públicas novas diretrizes curriculares para os cursos superiores de Jornalismo, alterando sensivelmente a formação dos novos profissionais.

Combinados, esses lances desembocam nas discussões sobre quem pode exercer o jornalismo e em que condições. Quer dizer: essas decisões mexem com quem produz e distribui as notícias, com quem decide sobre o que é notícia. São temas delicados, estratégicos, mesmo para quem não quer saber do assunto.

Pelo jeito, 2009 deve manter a comunicação em geral, e o jornalismo em particular, no foco do público. Melhor assim.

(*) Editorial: http://www.univali.br/monitor

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