MORRE ENÉAS MACHADO DE ASSIS, CRIADOR DO CÓDIGO BRASILEIRO DE RADIODIFUSÃO

Faleceu na quarta-feira, 18, aos 93 anos, o radialista Enéas Machado de Assis. Ele foi o criador do Código Brasileiro de Radiodifusão, inicialmente voltado ao rádio e posteriormente ligado à televisão.
Por Celso Vicenzi

Nascido em São Paulo em 1913, começou sua carreira na Rádio Cultura AM. Atuou como diretor artístico da Rádio Bandeirantes até ingressar como representante dos Diários Associados na Associação das Emissoras do Estado de São Paulo (AESP).


Enéas Machado de Assis, um homem do rádio e TV.

Eleito deputado federal trabalhou pela normalização do Código de Telecomunicações. Foi representante do Governo Federal em diversos congressos internacionais de radiodifusão. Era membro da Pró-TV – Associação dos Pioneiros da Televisão.
 
Enéas Machado de Assis nasceu em 1913 em São Paulo, Capital. A família de Enéas era amante da música. Todos tocavam algum instrumento e Enéas, com apenas oito anos, construiu ele próprio um pequeno violino. Também era um adolescente, quando se ligou a um grupo de seresteiros. Embora contra a vontade da mãe, Enéas adorava sair pela cidade de São Paulo fazendo serestas. Estudou no Colégio Rio Branco e depois na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde organizou um conjunto musical em que ele era o diretor artístico.
Começou no rádio como diretor de “broadcasting” na Rádio Cultura, que pertencia à família Fontoura. Daí foi para a Bandeirantes, sempre atuando na direção artística. Quando terminou o curso de Direito, porém, Enéas se dedicou a criar o Código de Radiodifusão. E nesse trabalho passou por anos a fio, sempre representando o rádio e mais tarde a televisão do Brasil.


Enéas (à direita) em uma das exposições da Pró-TV.

Participou de congressos realizados pelo mundo inteiro, pois era o começo da consciência da importância da comunicação. Foi nessa época fundada a Associação das Emissoras de São Paulo, a Associação Brasileira de Rádio, onde permaneceu por 18 anos. Eleito deputado Federal se dedicou à criação de um estatuto legal pela normatilização do Código das Telecomunicações. Representando o Brasil em congressos, Enéas Machado de Assis assinava em nome da Presidência da República.
Era ele quem chefiava sempre as delegações brasileiras. Isso fez com que viajasse muito e também escrevesse vários livros. Dentre eles: “Universo das Comunicações Humanas”, no qual relacionou os 500 nomes de pioneiros que lutaram pelas comunicações. Escreveu ainda, “Nuvens”, onde ele coloca todo o seu espírito sensível, humano, cheio de emoção e arte.


Enéas (o primeiro, à direita) acompanhado dos demais membros da diretoria da Associação das Emissoras de São Paulo (AESP).

Autor de músicas carnavalescas na juventude, Enéas escreveu também um livro dedicado a sua cadelinha Rebeca, que em verdade é uma coletânea de pensamentos e reflexões.
Profundo, rico, humano e forte, Enéas Machado de Assis foi uma “preciosidade” viva do gênero humano, responsável, entre outros, por um momento especial, quando na cidade de São Paulo, foi jogada uma imensa “chuva de prata”, para comemorar o 4º Centenário de sua fundação, festa até hoje lembrada por todos os paulistas que a viram.
Fonte: clique aqui


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