Zury Machado, decano do colunismo social catarinense

Jornalista Zury Machado manteve espaço para as notícias sociais no jornal O Estado durante mais de 50 anos.

Zury Machado, Foto: Marco Santiago, ND.

Zury Machado, Foto: Marco Santiago, ND.

Zury Machado, o decano do colunismo social catarinense, morreu de infarto na manhã de quinta-feira, 21/8/2014, no Hospital de Caridade, em Florianópolis, e foi sepultado no final da tarde no cemitério da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, da qual era membro e colaborador.

A menos de três semanas de completar 92 anos, o jornalista teve um infarto e foi velado na capela Menino Jesus, anexa ao hospital. Ao velório compareceram a única irmã viva, Zilma Machado Carreirão, sobrinhos, ex-colegas de trabalho no jornal “O Estado” e Assembleia Legislativa e muitos amigos que fez no colunismo, nos eventos que promoveu e no intenso voluntariado que praticou durante a vida, ajudando entidades beneficentes da Grande Florianópolis.

Uma unanimidade em relação a Zury expressada com ênfase pelos presentes no velório, era sua postura de discrição irretocável e de apreço à ética profissional. Sua elegância não se limitava ao bom gosto ao vestir – se estendia à maneira como abordava a vida social, sempre com destaque para as informações positivas, que ressaltassem o sucesso é a virtudes das pessoas que colocava na coluna que manteve por mais de 50 anos. “Se era para falar mal de alguém, ele simplesmente não falava”, disse a empresária Sílvia Hoepcke da Silva que aprendeu a admirar o jornalista ainda na infância, quando este frequentava a casa de seus pais, o ex-governador Aderbal Ramos da Silva e sua mulher Ruth.

A gerente administrativa do Imperial Hospital de Caridade, Vera Regina Novo Sobrosa, informou que Zury sentiu-se mal em casa, na terça-feira, foi internado e passou por uma angioplastia e colocação de um stent cardíaco no mesmo dia, mas estava com a pressão muito baixa e não resistiu, falecendo às sete horas e 20 minutos de quinta-feira. “Estava lúcido até o final e me disse que não tinha medo da morte, apenas ficava triste por deixar a vida”, afirmou a gerente, que era chamada de “segunda mãe”, pelo colunista. Ele deixou seus bens – dois apartamentos, um automóvel, joias e obras de arte – para a Irmandade, já que não constituiu família.

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