Morte aos pequenos

A situação dos pequenos clubes vai piorar ainda mais depois da Copa do Mundo de 2014. No mundo globalizado de hoje ão se dá mais espaço para que alguém possa se igualar as grandes potências. Hoje só se pensa em tirar proveito de qualquer situação sem se preocupar como e quando. Isso se aplica e muito bem ao futebol aqui no Brasil. Durante décadas os pequenos clubes eram as fontes na revelação de jogadores para os grandes clubes. A criação de suas escolas e núcleos espalhados pelo país serve hoje como essa fonte de revelação para os grandes. Essa estratégia acabou afetando os pequenos. O problema não para por aí.

Com essa filosofia implantada os pequenos tem outro problema para sobreviver porque sobraram para quase todos somente os estaduais. E essas competições foram reduzidas para no máximo quatro meses. Quem não participa de torneios acaba encerrando o ano após os estaduais. Não tem como manter os jogadores por falta de recursos financeiros. Os grandes clubes querem diminuir ainda mais os estaduais a partir de 2015. Ontem durante seminário os cartolas dos grandes clubes decidiram que os estaduais precisam ser reduzidos ainda mais. “O grande problema no início do ano é que falta tempo para realizar uma boa pré-temporada.

Isso faz muita falta para os clubes grandes do futebol brasileiro. Os campeonatos estaduais ocupam essas datas e comprometem a pré-temporada”, disse José Carlos Brunoro, diretor-executivo do Palmeiras. “É óbvio que esse calendário impacta bastante nas nossas receitas. Para o próximo ano, temos propostas para realizar à pré-temporada nos Estados Unidos, na Ásia ou no Oriente Médio. Não podemos perder essa oportunidade. Vou fazer a pré-temporada no exterior custe o que custar. Se o Campeonato Carioca começar no dia 15 de janeiro, vamos jogar com um grupo de meninos”, disse Wallim Vasconcellos, vice-presidente de futebol do Flamengo. É dessa maneira que os dirigentes dos grandes clubes desejam fazer prevalecer seu ponto de vista. Isso pode significar em curto espaço o “enterro dos pequenos clubes brasileiros”. É isso aí.

1 responder
  1. eno josé tavares says:

    NO FUTEBOL CATARINENSE,TODOS SE IGUALAM POR BAIXO,EIS QUE OS DIRIGENTES DOS GRANDES E DOS PEQUENOS CLUBES,NÃO TEM A CONSCIENCIA AGLUTINADORA E BAIRRISTA ,POR ASSIM DIZER,DE GAÚCHOS E PAULISTAS…ENQUANTO O FUTEBOL CATARINENSE BRIGAR POR MIGALHAS, E,NÃO TIVER UMA CONSCIENCIA DE “GEOPOLÍTICA CATARINENSE,NÃO PERDERÃO ESSA CONDIÇÃO DE VARZEANOS ,DE MAIOR PORTE”.FUTEBOL É PODER ECONÕMICO,POLÍTICO E SOCIAL…

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