Morte da internet

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Vocês acham que a internet pode morrer num horizonte de dez a 15 anos? Esse é um dos temas que tem sido discutido em alguns eventos especializados. O problema central é o crescimento da fraude e dos ataques cibernéticos, que já preocupa muitos pesquisadores, a ponto de um deles, Markus Jakobsson, ter escrito um livro com o título assustador de A Morte da Internet, publicado por instituições de prestígio, entre as quais o renomado Instituto para a Engenharia Elétrica e Eletrônica (IEEE).
Ao ver o livro na livraria, durante o evento internacional recente, a RSA Conference, em São Francisco, minha primeira impressão foi de que se tratava de um livro sensacionalista. Mas estava enganado. O autor tem argumentos realmente consistentes.

Depois de ler esse livro, eu acho que esse risco existe. É claro que eu não desejo que a internet desapareça. Estou apenas expressando um temor, porque existem, realmente, muitas ameaças à sobrevivência dessa rede incrível.

Na opinião de Jakobsson, há muitos fatores que podem levar a internet ao colapso. O mais sério deles são os ataques cibernéticos, a fraude, os phishings, os cavalos-de-troia, ou, em síntese, os malwares. Esses problemas crescem de forma exponencial em escala mundial, de forma impressionante e assustadora. Só o número de phishings cresceu 59% no mundo em 2012. O crescimentos dos vírus ultrapassa 100%.

É claro que existem antivírus, firewalls e outros recursos para combater todos esses malwares. Entrevistei, entre outros, o vice-presidente da Unisys, John Frymier, e ele resumiu a situação com uma frase cristalina: “Até aqui, o mal está vencendo a guerra”.

O problema se agrava com o crescimento constante desses ataques e das fraudes. Markus Jakobsson, o autor do livro A Morte da Internet, faz uma analogia bem simples e interessante da internet com o transporte aéreo. Pouca gente aceitaria viajar de avião, se o número de acidentes graves subisse para níveis preocupantes ou mesmo se os atrasos e cancelamentos de voos chegassem a percentuais superiores a 50%.

Amanhã é sexta-feira, dia de falarmos sobre o futuro. Meu tema será o avião do futuro.

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