Mortes em prisões da América do Sul preocupam

Brasil foi mencionado por causa de um vídeo mostrando uma prisioneira que acabava de dar à luz, algemada num hospital de São Paulo; segundo mídia local, estado disse que vai investigar incidente.

MÍDIA | Rádio ONU | Mônica Villela Grayley, em Nova York

O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas na América do Sul informou que está preocupado com uma onda recente de violência e mortes em prisões do subcontinente. Em comunicado, o representante regional Amerigo Incalcaterra, disse que nos últimos dias, a violência nos presídios causou a morte de três pessoas no Uruguai, duas na Argentina, duas na Venezuela e uma no Chile, onde um detento, de 25 anos, morreu com um tiro na cabeça, disparado por um guarda, quando tentava fugir. No caso da Argentina, entre as vítimas estava um estagiário do presídio que foi assassinado a facadas por um detento, na província de Catamarca, no norte do país.

O Brasil também foi citado no comunicado após um vídeo na internet ter mostrado uma mulher, que havia acabado de dar à luz, algemada. A mulher tinha sido presa após ser acusada de furtos em lojas. De acordo com a mídia local, o estado de São Paulo estaria investigando o caso.

Para Incalcaterra, a violência em cadeias da América do Sul tem suas raízes nas condições precárias dos presídios, que incluem superlotação, falta de água potável, atendimento médico e padrões de higiene.

Julgamentos

O chefe do Escritório de Direitos Humanos disse ainda que uma das causas para a violência é a morosidade da Justiça, em muitos casos, e a detenção por um longo tempo de pessoas à espera de julgamentos.

De acordo com as Nações Unidas, entre 30% e 70% das prisões sul-americanas têm problema de superlotação.

Incalcaterra citou a obrigação dos países em aplicar as diretrizes das Nações Unidas sobre o tratamento de pessoas privadas da liberdade, o que inclui o respeito aos direitos humanos.

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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