Motivos para ouvir rádio

Manoel Carlos Karam

Por que ouvir rádio?
Porque você não vê o sujeito que está falando.
Você pode inventar uma cara pra ele.
Isso é fazer literatura.
Por que ouvir rádio?
Ora, pra dizer que perdeu o senso e ouviu estrelas.
Por que ouvir rádio?
Porque com o rádio ligado você pode fazer duas coisas ao mesmo tempo.
Ouvir rádio e trabalhar.
Ouvir rádio e vadiar.
Ouvir rádio e conspirar.
Ouvir rádio e mascar chiclete.
Ouvir rádio e engendrar.
Ouvir rádio e mudar o mundo.
Ouvir rádio e coisar.
Por que ouvir rádio?
Porque sim.
O catarinense Manoel Carlos Karam nasceu em Rio do Sul, em 1947 e viveu em Curitiba, no Paraná, desde 1966 onde morreu no dia primeiro de dezembro de 2007.

Era escritor, dramaturgo e jornalista. Escreveu e dirigiu vinte peças de teatro na década de 1970 e, a partir dos anos 1980, passou a dedicar-se aos livros, vencendo o prêmio Cruz e Souza de Literatura, em 1995, com a obra Cebola. Como jornalista, trabalhou na RPC TV, nos jornais O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná e na prefeitura de Curitiba. Trabalhou também em campanhas políticas, como a do ex-governador Jaime Lerner. O escritor deixou crônicas inéditas, e outros textos que serão publicados no futuro. Em 2008, foi lançado Jornal da guerra contra os taedos.

No dia 2 de dezembro de 2008, a Casa da Leitura do Parque Barigüi, mantida pela prefeitura de Curitiba, foi batizada com o nome do escritor. O espaço agora abriga a biblioteca particular de Manoel Carlos Karam, composta de mais de três mil volumes.

Livros publicados
• Fontes murmurantes Rio de Janeiro: Marco Zero, 1985
• O impostor no baile de máscaras. Porto Alegre: Artes&Ofícios, 1992
• Cebola Florianópolis: FCC Edições, 1997
• Comendo bolacha maria no dia de são nunca. São Paulo: Ciência do Acidente, 1999
• Pescoço ladeado por parafusos. São Paulo: Ciência do Acidente, 2001
• Encrenca Cotia, SP. Ateliê Editorial; Curitiba PR: Imprensa Oficial do Paraná, 2002
• Sujeito oculto. São Paulo: Barcarolla, 2004
• Jornal da guerra contra os taedos. Curitiba: Kafka Edições, 2008 (http://kafkaedicoes.com.br) (Wikipédia) (Da pescaria de Jair Brito).

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Por Antunes Severo

Radialista, jornalista, publicitário, professor e pesquisador é Mestre em Administração pela UDESC – Universidade do Estado de SC: para as áreas de marketing e comunicação mercadológica. Desde 1995 se dedica à pesquisa dos meios de comunicação em Santa Catarina. Criador, editor e primeiro presidente é conselheiro nato do Instituto Caros Ouvintes de Estudo e Pesquisa de Mídia.
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1 responder
  1. Antonio Carlos Eliotério says:

    O rádio esta perdendo sua magia, quantas saudades do tempo que chegava na emissora e ali estavam ouvintes das mais variadas regiões que se sacrificavam para conhecer o comunicador tão querido que lhes fazia companhia todos os dias, porém desconhecido aos olhos, saudades das inumeras cartas recebidas com os mais variados assuntos desde um elogio ate críticas.
    Na atualidade isso deixou de existir, o rádio perde sua magia com a evolução, não quero aqui ser julgado contra evoluir, mas tudo esta diferente muitas emissoras de rádio hoje estão sendo transformadas em rádio/tv, contendo câmeras dentro de seus estúdios onde o ouvinte tem a liberdade de saciar a curiosidade de conhecer a face daquele que lhe faz companhia e as cartas foram substituidas por e-mais ou fax, e é por isso que tenho saudades, a emissora hoje onde sou militante tem uma das melhores tecnologia no Paranà com câmera em tempo real, e isso nos tira a liberdade pois se fizermos algum gesto mais poluído temos a ciencia que estamos sendo ouvidos e assitidos.

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