Museu do Rádio Catarinense existe

Maristela e Cirley. Foto Jones João Bastos. 1985

Maristela e Cirley. Foto Jones João Bastos. 1985

Nasce o projeto do Museu do Rádio Catarinense. O estopim foi a pesquisa da jornalista Lúcia Helena Vieira “A história do rádio catarinense na voz de seus atores” desenvolvida em 1982.

Se você sentiu um soco na boca do estômago, cumprimente-se. Você está diante do relato de uma realidade existente no início da década de 1980 e que passados 28 anos, ainda continua sem solução.

Falo do projeto Memória do Rádio Catarinense idealizado pela estudante de jornalismo, Cirley Virgínia Ribeiro do então curso de Comunicação Social, hoje Jornalismo, da Universidade Federal de Santa Catarina.

O Museu do Rádio de Santa Catarina foi “simbolicamente” inaugurado em março de 1985 por ocasião da primeira exposição de todo o acervo até então recolhido. através de doações.

Com muitas dificuldades, sem recursos financeiros, como afirma Cirley, foram resgatados documentos importantíssimos sobre o rádio catarinense: equipamentos utilizados pela Rádio Clube de Blumenau, primeira emissora do Estado, que seriam jogados fora; fotografias registrando situações características do rádio nas décadas de 1950 e 1960 também foram localizadas, assim como fitas de programas, discos antigos e roteiros de radionovelas.

Seguindo uma espécie de “Rede de Informações” (a internet mal estava começando e não havia redes sociais) o projeto Memória localizou e entrevistou 32 radialistas e radiatores das cidades de Florianópolis, Blumenau, Joinville, Tubarão e Laguna.

“Desde a ‘inauguração’ até o presente momento o material permaneceu guardado no Departamento de Comunicação da UFSC, porém sem cumprir o objetivo do projeto que era o de proporcionar material de pesquisa às pessoas interessadas no assunto. Apesar da aparente boa vontade, a Reitoria da UFSC, na época (e mesmo depois), não se manifestou no sentido de garantir a continuidade do trabalho”, assinala o texto lido na abertura da exposição, finalizando “Hoje (1984), o Museu do Rádio, que tinha a proposta de continuar a pesquisa, de produzir audiovisuais, VTs e outros meios através das informações históricas obtidas, resume-se a dois armários fechados com o material”.

Esse panorama que traço aqui, tão genericamente, serve, porém, para reafirmar que o Museu do Rádio existe e que um grupo de trabalho já está em atividade para que a iniciativa da jornalista Cirley Virgínia Ribeiro, finalmente atenda os objetivos que determinaram sua criação.

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