Não olhar à longo prazo pode afetar o sucesso

MILTON – Bom dia, Ethevaldo, como vai?

ETHEVALDO: Bom dia, Milton, bom dia, ouvintes. Tudo ótimo.

MILTON – Ethevaldo, hoje é sexta-feira e você prometeu falar sobre as grandes surpresas que o futuro nos reserva.

ETHEVALDO: Vamos lá, Milton. Os futurologistas se defrontam muitas vezes com problemas muito mais difíceis do que pareciam à primeira vista. O visionário James Canton lembra que existem duas grandes frustrações para os que estudam o futuro.

MILTON – Quais são essas frustrações?

ETHEVALDO: A primeira delas é um verdadeiro calcanhar-de-aquiles de muitas empresas, que não enxergam nada além de um horizonte de seis meses no futuro. É uma espécie de miopia da visão futurológica.

Para James Canton, essa incapacidade de olhar para o longo prazo acaba comprometendo até o sucesso do curto prazo de milhares de empresas em todo o mundo.

MILTON – Que exemplos você teria desse equívoco na prática?

ETHEVALDO: O melhor deles é não perceber e não se preparar a tempo para aproveitar o potencial e a força da onda ascendente de tecnologias emergentes, como, por exemplo, a impressão 3D, a inteligência artificial, a computação cognitiva, a mobilidade, a robótica e a nanotecnologia.

MILTON – E qual é o segundo equívoco nas previsões do futuro?

ETHEVALDO: O mais grave não enxergar ou não perceber o potencial econômico dos maiores avanços tecnológicos, Milton. Foi o que aconteceu em quase todo o mundo com a internet. Raríssimos foram os empreendedores, como os fundadores do Google ou indústrias como Cisco, que realmente perceberam o potencial gigantesco e o impacto futuro da internet.

O próprio James Canton confessa que ele mesmo não anteviu a rapidez com que a internet iria influenciar a economia, os negócios e a própria comunicação de massa em todo o mundo. E muitos investidores parecem hoje não perceber o potencial de descobertas como o DNA, a decodificação do genoma humano e toda a revolução da engenharia genética.

MILTON – E que lições podemos tirar desses equívocos ou omissões para o futuro do mundo?

ETHEVALDO: A grande lição é a necessidade de pensarmos com muito mais profundidade e seriedade o futuro, conhecer em tempo e preparar-nos para as mudanças de paradigmas e para os desafios que a nova realidade tecnológica com certeza nos apresentará.

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